08 março 2025

poema á morte

Do novo uma brisa suave
Entra na alma em tentação 
Numa casa que a espiritualidade guarde
Existe num quarto nova noção 

Se é boa a alma vai para a colónia 
Se é má lhe esperam terras umbralinas
Um guia espera pela hora certa
De se apresentar a almas matutinas

No presente da alma existe uma chave
Que invoca a casa para o desviver 
Para o quarto há quem chame
A vida noturna para mostrar ver

Não tenhas medo da morte diz ela
O ritual é uma passagem 
Da Terra pra um mundo singela 
Existe uma nova viagem

Nada temas diz o guia
É um novo despertar
Pra uma vida de conhecimento e alegrias
Que a família te pode dar

Não te assustes, digo eu
Estás num bom caminho 
Se fizeste o bem és recompensado 
Se não as tuas ações vão doer um bocadinho 

30 dezembro 2024

sentado no ginásio

Sentado no ginásio, eu respiro 
Ares de dura musculação 
Vendo de um lado a outro retiro
Olhares que não merecem contemplação 

Sentado no ginásio, eu observo 
Pessoas a perder a sombriedade 
De um lado a outro contemplo
A jovem alma da masculinidade 

Sentado no ginásio, eu estou
Rodeado de feromonas 
Com vontade de ser mais eu aqui sou
Um valente cheio de hormonas 

E aqui ao procurar ser mais
Há um plano para ter músculos normais 

26 dezembro 2024

Á espera

Estou aqui, estou á espera 
Que o mundo se mova e a Terra avançe
Que me apanhe no relance
De um mundo que desespera

Estou aqui, á espera 
Que se quebre a monotonia 
Que de outro lado esvazia
Que algo se desenlace 

Estou aqui, neste momento
Á procura do melhor verso
Que se quebre o multiverso 
Deste novo sentimento 

Estou aqui, a hora passa
Nada temo porque passar
A vida porém se entrelaça
Cada minuto está a contar 


17 dezembro 2024

Eu morro por ti, soldado

Eu morro por ti, soldado 
Que batalhaste tão solenemente 
Mas, cuidado 
És soldado e estarás sempre mais contente 

Eu morro por ti , soldado 
Deixaste a terra e família pra trás
Sente-te descuidado 
Que dum momento está vivo noutro Zás!

Eu morro por ti soldado
Que esta guerra não parece ter fim
És forte, serás sempre lembrado 
Por no momento apropriado 
Teres dado o corpo como a queda de um jasmim 

Eu morro por ti , soldado
Agora ergue-te uma vez mais
No lugar onde foste lançado 
És apenas mais um coitado 
Que está morto em circunstâncias anormais 

09 dezembro 2024

Hoje escrevi mais um poema

Hoje escrevi mais um poema 
E foste tu, Grace, minha musa
Que ao escrever dum soldado deu dilema
Pra uma resposta em tom de drusa 

Hoje inspiraste-me ao desafio 
Um cavaleiro apaixonado 
Do tempo pobre deslocado 
Deste novo ar desvio 

Esses 17 anos são de ouro
Há que aproveitar 
Fazer  da poesia tesouro
Pra apreciar 

30 novembro 2024

Despe-me mas com calma

 Despe-me mas tem calma

Há material de  onde esse veio

Depois, fico sem alma

E peço-te  o recreio


Despe-me mas com calma

Deves ver pra onde vai

Se perco a calma, fico sem alma

Só deus sabe onde a terra cai


Despe-me mas devagarinho

Há material inflamável

Onde existir um cantinho, 

enrosca-te de mansinho

Sê o mais desejável


E se ao fim do mundo chegares

Saberás que lá passei

Despiste-me de todos os olhares

Que ao me lavares

Não sabemos o que serei


Bebe-me sem Medo

 Tu, que sabes do que beber

bebe-me sem medo

Deixa-me dar te o poder

Da tua sede entreter

Não bebas já , conto-te um segredo


Fui planeado por ricos e pobres

dos que andei a beber

Deixei-me de coisas nobres

Fui criado pra te ver


Da lua fiz eu nova companheira

Decidi interessar-me pela poesia

Tu, que me bebes, de toda a maneira

Entende que nem isso eu queria


Bebes-me mas com cuidado

Sou demasiado perigoso

Se fores calinado, deves-me ter em pecado

Sou do mais venenoso


Mas bebe-me que estás á vontade

Deixa os líquidos submergir

Dou-te a qualidade por isso sem piedade

Bebe-me até cair