Flávio Miguel Pereira
blog oficial do escritor Flávio Miguel Pereira
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sentado no ginásio
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Á espera
17 dezembro 2024
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09 dezembro 2024
Hoje escrevi mais um poema
30 novembro 2024
Despe-me mas com calma
Despe-me mas tem calma
Há material de onde esse veio
Depois, fico sem alma
E peço-te o recreio
Despe-me mas com calma
Deves ver pra onde vai
Se perco a calma, fico sem alma
Só deus sabe onde a terra cai
Despe-me mas devagarinho
Há material inflamável
Onde existir um cantinho,
enrosca-te de mansinho
Sê o mais desejável
E se ao fim do mundo chegares
Saberás que lá passei
Despiste-me de todos os olhares
Que ao me lavares
Não sabemos o que serei
Bebe-me sem Medo
Tu, que sabes do que beber
bebe-me sem medo
Deixa-me dar te o poder
Da tua sede entreter
Não bebas já , conto-te um segredo
Fui planeado por ricos e pobres
dos que andei a beber
Deixei-me de coisas nobres
Fui criado pra te ver
Da lua fiz eu nova companheira
Decidi interessar-me pela poesia
Tu, que me bebes, de toda a maneira
Entende que nem isso eu queria
Bebes-me mas com cuidado
Sou demasiado perigoso
Se fores calinado, deves-me ter em pecado
Sou do mais venenoso
Mas bebe-me que estás á vontade
Deixa os líquidos submergir
Dou-te a qualidade por isso sem piedade
Bebe-me até cair