Vi o que vi
Sou o meu próprio rei
Do que já vivi
Eu sei o que sei
Do mais puro saber
Tenho medo de um dia
Não mais saber
Eu sei o que sei
Vindo de quem veio
Descansa o refém
Perde o recreio
Se soubesse o que sei
Já tinha criado desvaneio
blog oficial do escritor Flávio Miguel Pereira
Conta-me uma mentira
Com Rosto de verdade
Uma coisa gira
Vestida de Realidade
Algo que faça suar
Um ato que em nós delira
Só de fazer pensar
Conta-me uma mentira
Que neste dia soe bem
Com tanta verdade no mundo
Uma mentira convém
Conta-me uma mentira
Que faça pleno sentido
No tempo de Guerra
Até mentir é coagido
Conta-me uma mentira
Mas que parvoíce
Só porque o mundo transpira
Este dia vale pela velhice