02 maio 2026

Em tempos de guerra

Vive-se em tempos de guerra 
Onde o drone avança e a guerra é tramada
Onde a arma descansa porque o drone lá está 
Onde a vida é lixada

Vive-se em tempos de guerra 
Onde nas notícias não há um não conflito 
Onde tudo foge do olhar aflito 
Onde a vida corre porque se na Europa está
Onde tudo acontece na Terra já

Vive-se em tempos de guerra 
Onde temos o Trump a mediar o problema 
Onde há cesar fogo porque o dinheiro é dilema 
É na guerra que surge o maior telefonema 

Vive-se em tempos de guerra 
Onde há duas pelo preço de uma
Uma na Europa com a Rússia a fazer pluma
Uma no Irão a dar destaque a Ormuz 
Porque o estreito é fechado e não há cruz
Que faça navegar os barcos 

27 abril 2026

A um dia normal

Corre, este dia normal 
Onde tudo passa, naturalmente 
Se algo ou alguém se sente mal
Quebra logo o ambiente 

Corre, este dia normal 
Onde a vida anda sem pensar 
Onde a Terra gira como louca
Para nos testar 

Corre, este dia normal 
Onde alguém se importa com alguém 
O tempo faz alguém sonhar 
Que tudo amanhã vai continuar 
A fazer o mesmo e bem

24 abril 2026

Ao estreito de Ormuz

Tu, Ormuz, com estreito bloqueado
Serves de pleno canal
Nós europeus temos te chamado 
Porque de combustíveis estamos mal

Tu, Ormuz, com estreito bloqueado 
Corrompes a navegação 
Aos Iranianos temos pragas rogado
De tanta interdição 

Tu, Ormuz, de estreito bloqueado 
Temos o que fazer 
De combustíveis está todo o mundo lixado 
Porque além do Irão ter pecado 
Há parvoíce que não se devia fazer 

18 abril 2026

A dois tios

Tios, que felicidade, 
Juntos durante uma vida 
Demonstraram lealdade 
Para sempre ser seguida 

Tios, que felicidade 
Unam-se mais uma vez 
A morte separa
Mas a vossa alegria revela os porquês 

Tios, que felicidade 
Agora já tudo quase acabou 
O meu tio foi primeiro 
A casa mais vazia ficou 

Tios, para sempre 
Unai a vossa alegria ao mundo 
O tempo passa na Terra 
Mas a memória fica cada segundo 

Parabéns tios, pelo mundo 

15 abril 2026

Eu sei

Eu sei o que sei 
Vi o que vi
Do que já vivi

Eu sei o que sei
Tenho medo de um dia 
Não mais saber

Eu sei o que sei
Vindo de quem veio

Se soubesse o que sei

07 abril 2026

Eu na lua já estive (celebração da viagem do Artemis 2)

Eu na lua já estive 
Honro-me hoje de pensar 
Falo do declive
De puder lá voltar 

Eu na Lua já estive 
Vale a pena a sensação 
Agora porque da América se vive
Faz-se a navegação 

Eu na Lua já estive 
Veio nova viagem 
Ao redor dela me mantive 
Observando a paisagem 

Eu na Lua já estive 
Veio melhor afazer 
Da Terra celebram-se os dias 
Da vida que lá cima se pode ver 

Eu na Lua já estive 
Venham daí navegantes 
Porque na América se pode
Faz-se de homens gigantes 

Não quero morrer!

Não quero morrer enforcado 
Israel não pensa
Deveis ter cuidado 
Com o peso da sentença 

Não quero morrer enforcado 
Que tontería! 
Perder a vida sem cuidado 
Por alguma porcaria 

Não quero morrer enforcado 
Um crime é celebrado
Com direito a festa 

Não quero morrer enforcado 
Haja quem faça pensar
Não se devem violar