02 fevereiro 2011

Chorarei por amor, poema dia dos namorados

 

Oh amor que tocas no meu estranho peito

Sinto a cabeça a palpitar em amargura

Sinto a tua voz a estoirar como ternura

Por entre as telhas em que me deito

 

Acho que amor mais solene que este não há

Que incendie toda uma floresta

Apenas para se fazer a festa

Deste amor nunca terminado

 

Oh, quem me dera ter nascido antes

Olhar para os meros amantes

Como se olhasse pra mim mesmo

E sentir o que sinto agora

 

Olho para dois corações apalpados

Beijos de calma pronunciados

Por bocas que não falam

Por amor o vento embalam

Dois jovens apaixonados

 

E  quem diz que o amor é cego

Que veja aos olhos de quem não vê

O interior das almas é como um lego

Que monta o mundo sem um porquê

 

E quem diz que o amor é surdo

Ouça o som da natureza

Pombas falam em tom mudo

Que o carinho humano é belo de certeza

 

E quem diz que o amor é muito calado

Siga apenas o seu caminho

Pela vida caminhando

Verá que nunca está sozinho

 

Flávio Pereira

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