17 julho 2011

De um nada muita coisa se escreve

 

Ás vezes, e por meras vezes

O poema vem do nada

Surge-nos como uma fada

Lançada apenas para passar o tempo

 

Vemos do nada algo interessante

Escrevemos que o nada que tudo é nos impressiona

Porém as palavras simplesmente aparecem, do nada

Que tudo faz e a nossa inspiração não abandona

 

Se o nada fosse um poema

Seria o poema de alguém que não sabe escrever

Pois escrever do nada não tem tema

Escreve-se apenas por prazer

 

Escrevo hoje do nada que tudo é

Sem ter medo que o nada apareça

Se for um peixe, é bom até

Nadando por entre a água presa

 

Nada que se fez nada em tudo

Ser que se fez de si algo mais

De um nada, sem conteúdo

Fazem-se versos magistrais

 

Apaixonei-me hoje pelo nada

Vem tudo á minha cabeça

Não me lembro hoje de tema

Escrevo do nada que é água presa

 

O poeta é o nada que é tudo

Do nada faz grande magia

Consegue ir buscar toda a “porcaria”

Para fazer do nada algo não mudo

 

(apeteçeu-me um destes hoje)

 

Hoje poeta do nada

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