30 dezembro 2024
sentado no ginásio
19 julho 2011
Conselho ao poeta
Poeta, daqui eu,
Não mais que ninguém
Te dou alguns conselhos
Para que a tua obra flua bem:
Não interessa a forma como escreve
Pouco valorizo o sistema rimático
Um poema é como um fumo vulcânico
Deve ser livre de forma e estrutura de acordo com o autor
O poema é mágico em tudo o que retrata
Deve ser puro como o seu criador
Não é precisa proteção inata
A sua força revela o seu verdadeiro esplendor
Quero que o sintas, que te envolvas
O poema e tu devem ser um
A mensagem codificada ou não que ali tratas
Deve ser lida e sentida como nas relações és tu
Não há que ter medo de criticar
O poder do poeta vem do real
O sentimento acaba por se tornar aos outros quase fatal
Quando escreves sobre algo que os insulta
Não há que ter medo de sentir
A fúria numa manhã alegre
A poesia não foge se deixares sair
A raiva por entre momentos de febre
Se for preciso dedicares-te a alguém
Lança a tua alma como uma onda
A poesia deve sair pronta
Para mostrar a todos o que tu sentes
Ser poeta não é sinal de medo
Ser só por si é bravura
Mostrar os sentimentos de forma pura
Sem ter medo que o som saia errado
(Dedico-vos, meus amigos, este conselho ao poeta, para que escreveis com todo o coração, longe de qualquer estrutura apenas para que a obra saia pura)
13 julho 2011
A ciência poética do entendimento
Sem que a explicação seja credível
Não tem cabeça o humano que seja plausível
Para compreender os balónios científicos que lhes seguem
Por isso deixei-me enfeitiçar pela amada ciência
Quis ,do complexo do seu estudo,
Tornar fácil e simples de tudo
Várias doenças do quotidiano
Simples mas não em demasia
É fazer tais transformações
Tornar “gânglios”, “microplastia”
Em palavras de fáceis compreensões
Difícil é, e admito
Transformar o conhecimento científico
Em poesia profunda simplificada
Que descreve, em verso de fada,
A sintomatologia de um grande conflito
Acho que a poesia enriquece
Se for incorporada no conhecimento
Não demonstrar apenas sentimento
Que é pois a essência humana
O cérebro evolui de complexidade
Porque não evolui também o poeta?
Do que conhece de importante
Faz da descomplexidade sua meta
Serve então como ajuda
Para aqueles que não conseguem descrever
Não apenas o que sentem mas como fez doer
Um corpo destinado para a vitória
(“A ciência é profundamente complexa, a poesia profundamente básica e sentimentada , juntemos as duas e se soubermos usar a dor que sentimos é um nada”)
Flávio Pereira
05 julho 2011
Leucemia
Rebentam descontroladamente milhões
Juntam-se estes poder errante
E se acumulam grandes sanguíneos pulgões
A multiplicação errada do bem (células sanguíneas)
Provoca poderes separados
O corpo saudável que antes se tem
Degrada-se em males alternados
Diminuindo aqueles que são capazes
De transportar o poderoso e indispensável oxigénio
Negam-se as funções bases
Dando vontade de dormir e pouco génio
O cérebro começa a pregar partidas
Dando dores de cabeça, tonturas
Brotam do nada quedas
Salvadoras e não seguras
Os músculos, descoordenados
Mostram a sua fraqueza de movimento
Defendem-se se atacados
De forma forte de mais que o pensamento
Diminui então a vontade de comer
Não havendo vontade á magreza
Distúrbios mentais de certeza
Que não ficará por aqui
Não havendo como o sangue coagular
Começam os desvios para fora
Dos orifícios começam a jorrar
Sangue sem caminhos, sem hora
Podem jorrar pela boca, gengiva, nariz
Não há mal sem seguimento
Do coxis sai também este elemento
Vital para o nosso ser
Agora em ultima estância
Vejamos faltar a defesa
O corpo degrada-se em escada
Sendo invadido a toda a frequência
O corpo perturbado
Tenta defender o tudo
Jorreia suor descontrolado
Aumentando a temperatura mudo
Na boca aparecem aftas
Que mostram tentativas de defesa
A barriga enche desesperada
Tentando dar volume a fraca influência
As células do mal podem entrar nos órgãos e ossos
Originando mal estar doloroso
Articulações, um exemplo, a se aleijar
Não fazem o movimento prazeroso
Flávio Pereira
(o que está em negrito, sublinhado e italico são as 3 fases de sintomas da doença, a caracteristica básica da leucemia e as suas consequências secundárias não estão em realçe)
10 junho 2011
Desafio: fiz de ti um poeta
Hoje, dia de camões e das comunidades queria pedir aqueles que nunca pensarão em fazer poesia para a fazerem uma vez com a voz do coração chamada.
Este desafio medirá a coragem das vossas palavras e é uma espécie de orgulho para quem olha para a poesia de fora e se contagia por dentro.
Aqueles que já fazem poesia gostaria que continuassem este poema no seu interior:
Fiz de ti um Poeta
Toco-te na face vibrante e santa
Fazendo de ti o que nunca foste
O teu coração forte serve de manta
Lançando ao mundo o que conste
Sei que não sou nada, não sou ninguém
Mas fiz de ti poesia
Lançei-te pó de fada de alegria
Para me dizeres como estás hoje
Sendo assim, não sei
Porque então te tornaste poeta
De uma alma forte e discreta
Deixaste que se conhecesse o teu mundo
Continuem este poema com base naquilo que vos fez ser poetas
08 dezembro 2010
De Blog para Website
Clicando no titulo terão todos acesso a ele
Quem quizer guardar a link nos favoritos está aqui: http://poethzone.us.mn/
Aqui acompanharão as minhas recentes novidades literárias e alguns seguimentos a amigos escritores.
Coloco também lá os blogues de grandes amigos que tenho por aqui e mais surpresas
Não percam, é mesmo para não perder
12 dezembro 2009
incrivel poema: o poeta vampiro
Não te tiro, apenas suspiro
Não te amo apenas reclamo
Que olhes por trás deste poeta vampiro
Poeta porque o sou
Vampiro porque lá bem no fundo
Tenho algo profundo
Que soltam-se no meu mundo
Sem qualquer controlo algum