Mostrar mensagens com a etiqueta poemas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poemas. Mostrar todas as mensagens

30 julho 2013

Poemas na aldeia: no café tudo se sabe

Um mundo faz se pequeno
Nos lugares gigantes
E num local terreno, onde tudo está ameno
Todos se conhecem e aos visitantes

A prima da irmã de quem se sabe
Se visita a zona já era
Antes k o mundo acabe
Toda a gente a conhecera

Mas mesmo que não seja de lá
A curiosidade mata o mamilo
Que nao se vê tranquilo
Enquanto a verdade não sabe

Aldeias..... vantajosas
Na morte e na penúria
Todo o mundo se conhece
Toda a criaçao tem luxuria

Aquele café de outrora bebados e contentes
Passa a mulheres descrentes
No novo ser que lá passa
Até se perceber que é filho duma brasa

Dificuldade? Nenhuma
Primos de primos vinde
Enquanto passa a passadeira
Tudo o mundo ali vos é sublime

Viver? Paz? Só em casa
Fora é a borga do saber
Que enquanto nao se tiver
Nem á mosca ultrapassa

25 novembro 2011

Sida, retrato da doença


É o ser humano poderoso
Sem o querer, infectado
Por um ser tenebroso
Que da informação das células quer ser criado

Eis que ele entra como individuo estranho
No poder de multiplicação celular
Transfere a sua informação
Que pensa que pode controlar

Acontece que a transferência
É só por si um engano
Este parasita burro mas prático
Tem um mecanismo estranho

Ele escreve a sua informação
Parecida ás nossas células
Para se aproveitar delas
Como se de nosso se tratasse

No inicio, o homem
Sente-se quente, em mau estar
Com pele vermelha mas que se pode
A uma gripe se igualar

A defesa do organismo é então lentamente afectada
Os seres lá vão andando
Destruindo e desativando
A barreira que temos, de células, bem formada

O ser humano é então seropositivo
Contém o ser vivo imponente
Capaz de contagiar toda a gente
Que deste homem se vir servido

Acaba-se então as armas
Não há defesa alguma
Qualquer coisa por este homem pode entrar
Fazer espuma, se aumentar
Mostrar ao homem como toda a doença é oportuna

Aparecem as doenças mais fracas e brincalhonas
Doenças que cada um de nós estaria protegido
Mas porque o sistema de defesa do homem está contraído
Tudo é aproveitado para que o homem morra por demasia

17 setembro 2011

E pronto… Faculdade

Temos dias que não sabemos que crescemos
Que não sabemos para onde olhar
Passam esses dias e vivemos
Histórias interessantes para contar

Andam os anos a passo de caracol
Pela rua da nossa vida
Por caminhos por ela decidida
Vamos nós fazendo quase de seu anzol

Porém… Há uma altura em que tudo isto pára
Em que o destino é consciência
Em que o ser humano se depara
Com a etapa mais importante da sua essência

Mudamos de simples putos para “iniciados adultos”
Vivemos á luz da responsabilidade
Que por si só mede agora a realidade
Dos nossos destinos e actos abruptos

Não tenham medo de ser Homens (e Mulheres)
É só mais uma fase na cantiga
Em tempos passados fomos a espiga
Agora somos mais um no mundo

E ter um curso é bom
Viver ao som do conhecimento
Maneja-lo com apenas o nosso instrumento
Para sermos bons para nós (e pra sociedade)

Não desanimem amigos pequenos e grandes
Todos aprendemos que a vida é em parte uma tortura
Com ela somos moldados como ignorantes
Para ás vezes tentar colar numa sociedade que não nos segura

É um prazer ser eu…
É difícil ver o tempo a passar
E o mundo a querer-nos alimentar
Do pão forte da não cultura

Porém á que o superar
O homem é digno de conhecer
Ser moldado para saber
A real moral de um mundo estranho


29 agosto 2011

O poder do Vento: Furacão nos EUA


Se o vento pudesse falar
E nós ouvi-lo gritando
Não seria de espantar
O que se tem passado a normal comando

O ser governa o mundo
Nós governamos até o que não deve ser governado
Depois o céu torna-se irado
E lança seu ar raivoso em um segundo

O vento rosnou, dividiu-se e sucumbiu
Partiu casas, rachou momentos
Que assim trocam os ressentimentos
Pela história que por lá já se viu

Ás voltas pela terra fogem os habitantes
O desastre não é feito por eles
Porque se o fosse, oh, se o fosse
Os EUA seriam em nós como sempre mandantes

Mas o vento promete rasgar e ficar mais fraco
Quer que se sinta o seu sofrimento
Se houver perdas sem consentimento
O homem verá em si que é só um caco

11 rasgos de vidas provocados
Chega para interiorização de quem tem que ser
Num pais em que todos os europeus são quase que escravizados
Os Estados Unidos merecem com a natureza tremer

Mas penso eu…
Não serão certamente os únicos no mundo
Que sentiram o peso de um mal profundo
Que de todos tem consequenciação

Vejam o video
http://cnn.com/video/?/video/us/2011/08/28/irpt.natpkg.sunday.pm.cnn

05 agosto 2011

6 anos, 3 poemas dedicados a um grande amigo

dlÁ 5 anos atrás conheci um amigo que me mostrou que apesar da brincadeira que é normal num rapaz há também muita inteligência. Este amigo apesar de mais novo conseguia destruir uma fraqueza que eu tinha e me dar força noutros aspectos para evoluir e ser quem sou hoje. Neste tempo e com continuação recente fiz-lhe 3 poemas nos quais demonstrava por a+b que tinha orgulho em ser amigo dele. Eis o primeiro, quando ele estava como jogador no porto (cliquem para ver)
https://skydrive.live.com/view.aspx?cid=135E8A2962B564D7&resid=135E8A2962B564D7!373
O Segundo, criado no meio desse tempo e escrito num caderno que ainda tenho com os poemas desde o sétimo ano:
No porto só estrelas jogam
Só estrelas vencem e tem lugar
Gonçalo, és um puto brilhante
Tens um mundo para sonhar
 
Nele eu entro, sem me veres mas estou lá
Nos teus orgulhos apareço sem me reconheceres
Jogo contigo, mas só concentrado
Me consegues sentir
 
Dás um passo
Brilhas sem fim
Por um momento fecha os olhos
No teu coração e mente
 
Está alguém muito contente
Não sei quanto te devo
Nem imagino sequer
És um jogador nato
 
E um exemplo do melhor
Um dia a um jogo vou
Sonhar e ver-te brilhar
Coisa que não sabes
 
Mas eu em todo o lado como teu amigo no teu bem não paro de pensar
Quando sei que algo não consigo
Por vezes digo o teu nome e dás-me força
Sinto que mesmo não conseguindo
 
A força da nossa amizade dá-me alegria
Porque os sonhos não são sonhos
E a realidade é para ser vivida
Dou-te a ti, caro amigo
Um pedaço da minha vida
 
Na tua idade era como tu
Mas não queria ser o melhor
Já mais velho sou o mesmo
Logo não sei ser maior
 
(A poesia triunfa
E nela continuo a estar
Não sou mundialmente conhecido
Mas um dia lá irei chegar)
 
Tu no hóquei fazes o que fazes
Ganhas e és campeão
A nossa equipa junta
No futuro, não sei não,
 
Olho para ti vejo um jogador
Tu olhas para mim vês um amigo poeta
Dou-te energia que não vês
És meu amigo, isso é coisa certa
 
Gonçalo, a força, o coração, a sabedoria que não pode parar
Flávio, a imaginação, o coração, a amizade a triunfar
Juntos o ar dominamos
Separados chora o mar
 
Não sei que mais dizer
Que poderei mais contar
Meu maninho podias ser
Talvez agora já não mas ia adorar
 
Terceiro, e mais recente poema:

Em tempos outrora um pouco distantes
Conheci de fora um amigo
Serviu para que o sentisse por dentro (no sentido sentimental)
Como pouco amigo o faz


Passaram 5 anos de diversão
Plena e por vezes misteriosa confiança
Deixei-me este ano conhecer
O mundo dele com ele em liderança


Na inteligência de um grande mundo
Está alguém muito sozinho
Se não fossemos nós, amigos, que em tom profundo
O vamos visitar sem que se saiba


Qualquer perna partida (ou não) vale a pena
Temos a confiança de um grande amigo
Temos quem nos dê a mão mesmo com um conforto
De um convite no outro dia repetido


Ninguém está sozinho quando tem amigos
Ninguém se sente mal quando tem coração
Aprendi que estar sozinho é agora uma desculpa
Para estar longe da diversão


Gonçalo, perder-te como amigo
É para mim como se me tirassem uma perna pra fora
És para mim como irmão
De orgulho e muito conhecimento sem memória

30 julho 2011

Eutanásia

A dor percorre o corpo em si desconjuntado
Teme-se a morte, dando-lhe agora ouvidos
Quer-se morrer a comprimidos
Que baixam o ritmo corporal lentamente

A ciência não preserva os bons direitos
O doente já se sente fora de si
Não quer mais abrir os olhos e ver por si
Que o seu corpo ou mente já não aguentam

Há quem por mau estar familiar
Procure o suicídio assistido
Lentamente o corpo antes temido
Rasga o seu funcionamento


A sociedade proíbe,
É ilegal tirar a vida a um ser humano
Ato este que apesar de não ter grande dano
Tem mais boca que coragem na medicina

A religião proíbe
É contra as leis do santo ofício
Tirar da vida seu beneficio
Só porque a vontade fortalece

A ciência contra-ataca
Não é mau matar por assistência
Desde que como principal conveniência
Se saiba o que se faz. (coisa que pouco médico é capaz)

Oh morte, oh morte
Porque és tão requerida
O ser humano não está bem com a própria vida
E tens tu que ser chamada ao forte

Vida, oh Vida
Porque dás sempre tantas voltas
Ou por doença ou por confusões tortas
Há sempre quem não se sinta bem com a tua ferida


(Acabe-se as grandes conversar deste tema
Simplifiquemos o complexo, em poema.)

Flávio Pereira

20 julho 2011

Amizade é magia

Amigos é magia
Partilha de coração
Salta o tempo, alegria
Diferenças na união

Sentir que alguém se preocupa
É por vezes raro, poderoso
Amigos são preocupados, muitas vezes sem culpa
Vibram com o nosso coração

Aprendi em vários anos
Que os amigos partilham forças
Quando estão a precisar de uma palavrinha
Somos quem ouve as nossas boas cousas

Sinto que em cada passo caminhado
Sei da existência de um amigo
Uns perdidos no passado
Outros com uma mão em cada tempo agora percorrido

Tenho pena de ter perdido
Com a distância algumas amizades
Ganhei força com outras pelo meio
Que vão dispersando as saudades

A um daria neste momento a minha vida
Pelo meio de 5 anos de boa história
Somos um em cada boa altura
É carinho deixado no percorrer da história

A outro,bem, não sei
Porque o coração fala mais alto
É um amigo que sempre tentarei
Ser eu entre o asfalto

Aos outros, pequenos e grandes amigos
Sei que são magia em movimento
Cada palavra, cada alegria
Deixam em todos bom divertimento

Ninguém está só por querer estar
Vive-se um cada um para cada outro
A amizade é de não quebrar
Quando estamos mais a pensar neles que no nosso ser envolto


19 julho 2011

Conselho ao poeta

 

Poeta, daqui eu,

Não mais que ninguém

Te dou alguns conselhos

Para que a tua obra flua bem:

 

Não interessa a forma como escreve

Pouco valorizo o sistema rimático

Um poema é como um fumo vulcânico

Deve ser livre de forma e estrutura de acordo com o autor

 

O poema é mágico em tudo o que retrata

Deve ser puro como o seu criador

Não é precisa proteção inata

A sua força revela o seu verdadeiro esplendor

 

Quero que o sintas, que te envolvas

O poema e tu devem ser um

A mensagem codificada ou não que ali tratas

Deve ser lida e sentida como nas relações és tu

 

Não há que ter medo de criticar

O poder do poeta vem do real

O sentimento acaba por se tornar aos outros quase fatal

Quando escreves sobre algo que os insulta

 

Não há que ter medo de sentir

A fúria numa manhã alegre

A poesia não foge se deixares sair

A raiva por entre momentos de febre

 

Se for preciso dedicares-te a alguém

Lança a tua alma como uma onda

A poesia deve sair pronta

Para mostrar a todos o que tu sentes

 

Ser poeta não é sinal de medo

Ser só por si é bravura

Mostrar os sentimentos de forma pura

Sem ter medo que o som saia errado

 

 

(Dedico-vos, meus amigos, este conselho ao poeta, para que escreveis com todo o coração, longe de qualquer estrutura apenas para que a obra saia pura)

07 julho 2011

Moodys said Somos lixo !

Somos economicamente impossíveis
Quanto mais ajudados somos mais caladinhos ficamos
Tentam defender-nos nuestros hermanos
Que não sabem que a mentalidade portuguesa é decadente:

Perante o maior perigo da crise
Os corpos inteligentes estiveram alapados
Não ajudarão, falarão
Lançando-se pouco preocupados

Ser português é votar
Não por aquilo que está certo
Mas alapar e ouvir
A burrice de um homem num local deserto

A presidência neste momento
É um local de grandes prazeres
Dá-se um bitaite de mês a mês
Para justificar os poderes

No fim de um dia de trabalho
O sofá é o melhor amigo
Em vez de rasgar a boca em protesto
Olha-se de alto para um sem abrigo

Alguns querem que venha Salazar
Mas mais morto que o homem está é difícil
Sentado num reino onde ninguém o chateia
Vendo Portugal Caminhar para o precipício

Ele ri-se, não porque já cá esteve
Mas porque a mentalidade portuguesa que a ele lhe deve
Está a pedir a ressuscitação de um homem mau
Que das melhores coisas que fez foi renunciar a riqueza e dar ouro em nau

Venham-me agora com histórias
Portugal é lixo declamado
Quando está em pior estado
Quer ficar preso a um muro sem dó nem poder votado

Lixo somos e com muito gosto
Por um lado é bom estar no encosto
De uma cadeira que afunda para o descontentamento
Nada se faz que não seja mandar aldrabões para o nosso sustento

ONDE ESTÁ PORTUGAL AGORA???

Flávio Pereira
(A liberdade tem coisas boas, mas serão assim tão boas??
agora a democracia portuguesa está no lixo
Somos cães, pessoal, cães que querem a PATA Dos outros paises)

18 junho 2011

O delírio do hospital

Já pensarão naqueles grandes hospitais
Em que a doença é pior lá do que cá
E temos que estar lá internados
Para curar algo que fica pior a cada minuto que passa

O quarto cheira a amaciador
Mas não é dos bons, que cheira a flores
Este não, Cheira a podre

E temos nós que aguentar o cheiro
Porque todos cheiram assim
É um gás sarim universal e tóxico
Que é saudável para quem lá passa ás férias

Pior
É no final de uma operação a todo o lado
Sentir o cheiro da anestesia
Mas dizem que passa
Pois passa, mas duas semanas depois ainda está como tabaco na pele
Entranhado depois de uma semana ao sabor do contacto com o vento

Hoje, ainda me cheira!
A anestesia de ter sido operado á 5 anos
Porque ela passa mas a memória fica cá dentro
E só me lembro de há uns dias para cá dizer
Ao poderoso e estupido infermeiro
Não quero anestesia!!, e não queria
Mas passado duas horas lá está o cheiro novamente
E eu a chorar como um porco derramado a dizer
Porra, cá está este estrume outra vez

Ma por mim, e só por mim
Não queria injecções, picas, dores
Desgostos poderosos de amores
Que fazem me lembrar maus momentos
Queria viver num corpo cheio de força e sentimentos

E cá está o hospital retratado
Eu, numa maca sentado, anestesiado
E o cheiro de arroto entranhado
Mas como não me posso mexer, nem viver sequer
Vomito para o vomitado
Que me aconchegará por semana e tempo

image
Obrigado Gonçalo, fizeste-me lembrar alguns momentos que passei dentro do hospital, não foi por acaso mas lembrei-me quando me lembrava que estavas lá.
Este poema é também para ti
As melhoras, pequeno Gonçalo

(Poema escrito por acaso sobre algumas lembranças minhas de quando estive internado e fui operado em pequeno, há duas coisas que não esqueci: a anestesia e o cheiro das camas do HSJ, também não me esqueço do soro, mas esse é um mal menor comparado aos outros dois)

15 junho 2011

Fernando Pessoa, a memória eterna

Homem que fez de si vários
Para que o mundo melhor o entendesse
Lançou-se a si mesmo numa discussão impossível
Para que a sua poesia em si derretesse

Com Caeiro fez-se selvagem
Com campos fez-se espiritista
Ricardo reis essencialista
Consigo fez-se questionador do mundo que é miragem

Fernando que és multi Pessoa
Já que dentro de ti cada alma magoa
Festejais então este tributo
Que morto a portugal serves de herói em bruto

Ser poeta é ser vários sendo um
Ser romântico, critico, excêndrico
Porém assim só existe um
Una PERSONA, autêntico

150 anos passados
Pouca memória, obra eterna
Quis conhecer sua mente efémera
Acabou recordado como um todo

A Fernando Pessoa, que apesar de morto por doença revive em cada cultural essência. A alma que de Portugueses todos fez