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16 dezembro 2011

Bons velhos tempos

Bons velhos tempos em que não havia ontem
Em que a lenbrança era a vivência do anterior dia
Nós, de consciência vazia
Viviamos então tudo sem perder um momento

Bons velhos tempos, de criançada
Em que cair e chorar era sinal de estar vivo
Viver ao som do perigo
Sem nunca temer muito ou nada

Bons velhos tempos, já passarão??
A lenbrança é eterna companheira
Por muito que agora se ande
Há sentimentos que irão durar a vida inteira

Quizessem os homens que o seu fio da vida voltasse pra trás
Mas nunca volta, há sempre amanhã
Há sempre a presença de novo dia
Que tentará nos apagar bons momentos

A vida é como o sangue
Uma vez lançado não há retorno
Cada nova artéria, novo caminho
Cada nova força, nova parede a delimitar o seu movimento fransinho

Porém, há quem diga,
Que a nossa lenbrança ajuda na nossa contrução
Somos construidos pelos traços
Dos amigos que foram ficando no nosso coração

Bons velhos tempos, de glória
Não partam nunca ,vão ficando,
Mostrai ao homem que recordando
Não há futuro que o destrua

Um grande mestre disse-me uma vez: " SOMOS O QUE SOMOS, CONSTRUIDOS DOS TRAÇOS DO QUE FOMOS... SENDO"
A este e outros mais homens dedico este poema, porque é na lenbrança da sua amizade que agora sou eu.

13 julho 2011

A ciência poética do entendimento

 Correm doenças pelo mundo fora
Sem que a explicação seja credível
Não tem cabeça o humano que seja plausível
Para compreender os balónios científicos que lhes seguem

Por isso deixei-me enfeitiçar pela amada ciência
Quis ,do complexo do seu estudo,
Tornar fácil e simples de tudo
Várias doenças do quotidiano

Simples mas não em demasia
É fazer tais transformações
Tornar “gânglios”, “microplastia”
Em palavras de fáceis compreensões

Difícil é, e admito
Transformar o conhecimento científico
Em poesia profunda simplificada
Que descreve, em verso de fada,
A sintomatologia de um grande conflito

Acho que a poesia enriquece
Se for incorporada no conhecimento
Não demonstrar apenas sentimento
Que é pois a essência humana

O cérebro evolui de complexidade
Porque não evolui também o poeta?
Do que conhece de importante
Faz da descomplexidade sua meta

Serve então como ajuda
Para aqueles que não conseguem descrever
Não apenas o que sentem mas como fez doer
Um corpo destinado para a vitória

(“A ciência é profundamente complexa, a poesia profundamente básica e sentimentada , juntemos as duas e se soubermos usar a dor que sentimos é um nada”)

Flávio Pereira

05 julho 2011

Leucemia

Do poder genético de uma célula do sangue
Rebentam descontroladamente milhões
Juntam-se estes poder errante
E se acumulam grandes sanguíneos pulgões

A multiplicação errada do bem (células sanguíneas)
Provoca poderes separados
O corpo saudável que antes se tem
Degrada-se em males alternados

Diminuindo aqueles que são capazes
De transportar o poderoso e indispensável oxigénio
Negam-se as funções bases
Dando vontade de dormir e pouco génio


O cérebro começa a pregar partidas
Dando dores de cabeça, tonturas
Brotam do nada quedas
Salvadoras e não seguras


Os músculos, descoordenados
Mostram a sua fraqueza de movimento
Defendem-se se atacados
De forma forte de mais que o pensamento


Diminui então a vontade de comer
Não havendo vontade á magreza
Distúrbios mentais de certeza
Que não ficará por aqui

Não havendo como o sangue coagular
Começam os desvios para fora
Dos orifícios começam a jorrar
Sangue sem caminhos, sem hora


Podem jorrar pela boca, gengiva, nariz
Não há mal sem seguimento
Do coxis sai também este elemento
Vital para o nosso ser

Agora em ultima estância
Vejamos faltar a defesa
O corpo degrada-se em escada
Sendo invadido a toda a frequência


O corpo perturbado
Tenta defender o tudo
Jorreia suor descontrolado
Aumentando a temperatura mudo


Na boca aparecem aftas
Que mostram tentativas de defesa
A barriga enche desesperada
Tentando dar volume a fraca influência

As células do mal podem entrar nos órgãos e ossos
Originando mal estar doloroso
Articulações, um exemplo, a se aleijar
Não fazem o movimento prazeroso

image
Flávio Pereira

(o que está em negrito, sublinhado e italico são as 3 fases de sintomas da doença, a caracteristica básica da leucemia e as suas consequências secundárias não estão em realçe)

02 julho 2010

Poema: Portugal dos pequeninos

Após a morte de Saramago
Entramos no mundo dos meninos
Não há heróis grandes ou escritores que se propaguem
É o portugal dos pequeninos

Grandes obras são porém lenbradas
De escritores que outrora já viveram
Pessoas porém são marcadas
Com os amigos grandes que sempre tiveram

Morre Saramago Portugal apodrece
De tanto escritor á espera de ser estrelado
A cultura literária é deixada ao agrado
Daquele cujas obras já se foram

É preciso melhorar a literatura
Elevar os pequenos á bravura
Daqueles heróis e escritores que por nós lutaram
Para grandes obras portuguesas nas mãos levaram

Temo que não haja quem
Poderoso ou zé ninguém
Que evolua este pais de modo nunca esqueçido
Que deixe de ser pequeno, constrangido
Para mostrar-se como alguém
Que saiba fazer o bem
A este Portugal adormecido

Portugal, não tardaremos
A lançar para ti os remos
De evolução que na mente temos
Para levarmos esta pátria aos poderes como sempre ti tivémos

Portugal dos Pequeninos
Cheio de escritores citadinos
Capazes de com um só olhar
Levantar a cultura dos meninos


- Este poema foi feito seguindo uma ideia minha de que estamos no Portugal dos Pequeninos a nível literário desde a morte do José Saramago, isto porque na literatura portuguesa temos falta de heróis como antigamente, apenas há pequenos heróis nas suas profissões.
Isto também porque se repararem bem temos pequenos escritores que não conseguem ascender culturalmente como Saramago e outros, o que deixa o nosso pais um pouco fraco em "estrelas" das letras

Flávio Pereira

26 maio 2010

Poemas: Deixo voar

Deixo voar


deixo que as terras se conheçam
com o meu sonhar
faço com que os amigos não esqueçam
o meu rimar

e até ao fim nunca parei
de entender
que as coisas que hoje sei
não pensava saber

deixo voar pelas montanhas
a minha alma
conhecer todas as façanhas
de cada palma
tentarei até ao céu sempre chegar
se há coisa que não poço é deixar-me levar

é na poesia que encontrei
esta tal alegria pela qual não sei
se os meus braços se quebrassem deixava voar
cada palavra do meu rosto não te iria escapar

sei que não fui nem sou inofensivo
canto para a alma e te deixo o meu cativo
tento com isto um poema criar
sem dar por isso estou a cantar

Poema meu, premiado num livro de uma editora brasileira (antologia poearte. RJ)