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29 outubro 2015

Fujai humanos que a chuva molha

Fujai humanos que a chuva molha
Aqueles cujos pecados são diários
Lembrai vos que por muito que fujeis agora
Os vossos julgamentos serão templários

Vivei humanos, com medo da chuva
Só porque molha e constipa
Vós que menteis e enganais diáriamente
Sois acarinhados como a tulipa

Mas por muito que fujais ao vosso engano
Haverá sempre o destino
A chuva, que acumula o pecado insano
Não será muito melhor que o futuro divino

Fujai humanos que a chuva molha
Os que dela tem medo para os marcar
Um dia há-de chegar hora
Que não existirão guarda chuvas na mão
Pra pegar

11 novembro 2011

Doença de Parkinson


Com a idade começa a falência
De neurónios antigos já formados
Há estimulação de pouca potência
Aos membros que deveriam agir coordenados

Há quem no entanto perca rapidamente
Esta força de coordenação
Aparece, então, de repente
O poder da negação (do movimento)

Os movimentos não se controlam
Os membros tremem em descanso
Devagar as intenções desenrolam
E o cérebro resolve dar ao homem menos lanço

Começa num só membro
Este gosta de não funcionar
Passa depois para o outro
E o corpo do doente põe se  com ele  a gozar

Com o tempo o músculo leve
Mantem-se em contração
A energia que o reteve
Não é reconhecida para a libertação

Havendo contração do músculo
Com a ligação ao cérebro danificada
Perde-se também o equilíbrio
Caindo-se por tudo e por nada

E assim acontece, ao longo do tempo
Numa deficiência química do sistema nervoso
Que pela idade penoso
Nos deixa em estado fraco e tortuoso

17 setembro 2011

E pronto… Faculdade

Temos dias que não sabemos que crescemos
Que não sabemos para onde olhar
Passam esses dias e vivemos
Histórias interessantes para contar

Andam os anos a passo de caracol
Pela rua da nossa vida
Por caminhos por ela decidida
Vamos nós fazendo quase de seu anzol

Porém… Há uma altura em que tudo isto pára
Em que o destino é consciência
Em que o ser humano se depara
Com a etapa mais importante da sua essência

Mudamos de simples putos para “iniciados adultos”
Vivemos á luz da responsabilidade
Que por si só mede agora a realidade
Dos nossos destinos e actos abruptos

Não tenham medo de ser Homens (e Mulheres)
É só mais uma fase na cantiga
Em tempos passados fomos a espiga
Agora somos mais um no mundo

E ter um curso é bom
Viver ao som do conhecimento
Maneja-lo com apenas o nosso instrumento
Para sermos bons para nós (e pra sociedade)

Não desanimem amigos pequenos e grandes
Todos aprendemos que a vida é em parte uma tortura
Com ela somos moldados como ignorantes
Para ás vezes tentar colar numa sociedade que não nos segura

É um prazer ser eu…
É difícil ver o tempo a passar
E o mundo a querer-nos alimentar
Do pão forte da não cultura

Porém á que o superar
O homem é digno de conhecer
Ser moldado para saber
A real moral de um mundo estranho


29 agosto 2011

O poder do Vento: Furacão nos EUA


Se o vento pudesse falar
E nós ouvi-lo gritando
Não seria de espantar
O que se tem passado a normal comando

O ser governa o mundo
Nós governamos até o que não deve ser governado
Depois o céu torna-se irado
E lança seu ar raivoso em um segundo

O vento rosnou, dividiu-se e sucumbiu
Partiu casas, rachou momentos
Que assim trocam os ressentimentos
Pela história que por lá já se viu

Ás voltas pela terra fogem os habitantes
O desastre não é feito por eles
Porque se o fosse, oh, se o fosse
Os EUA seriam em nós como sempre mandantes

Mas o vento promete rasgar e ficar mais fraco
Quer que se sinta o seu sofrimento
Se houver perdas sem consentimento
O homem verá em si que é só um caco

11 rasgos de vidas provocados
Chega para interiorização de quem tem que ser
Num pais em que todos os europeus são quase que escravizados
Os Estados Unidos merecem com a natureza tremer

Mas penso eu…
Não serão certamente os únicos no mundo
Que sentiram o peso de um mal profundo
Que de todos tem consequenciação

Vejam o video
http://cnn.com/video/?/video/us/2011/08/28/irpt.natpkg.sunday.pm.cnn

22 agosto 2011

Chuva

Há quem cáia ao mar, oh chuva
Mas não floresce tanto como tu
Há quem deixe por ti cair uma uva
Para tentar satisfazer um corpo nú

Ao som da terra que te observa
Molhas o todo povo empodrecido
Que ao olhar para a tua pele transparente e sem sentido
Deseja ser um de vós entre tantos fados

Chuva, sois fonte materna pra quem tem sede
Sois olhar divino para quem tem esperança
No meio de tal pobreza de dura pança
Sois o dinheiro do renascimento

Oh quem se sente por ti molhado
Sem saber onde secar
Vive á luz de um bom sonho
Impossível de não resultar

05 agosto 2011

6 anos, 3 poemas dedicados a um grande amigo

dlÁ 5 anos atrás conheci um amigo que me mostrou que apesar da brincadeira que é normal num rapaz há também muita inteligência. Este amigo apesar de mais novo conseguia destruir uma fraqueza que eu tinha e me dar força noutros aspectos para evoluir e ser quem sou hoje. Neste tempo e com continuação recente fiz-lhe 3 poemas nos quais demonstrava por a+b que tinha orgulho em ser amigo dele. Eis o primeiro, quando ele estava como jogador no porto (cliquem para ver)
https://skydrive.live.com/view.aspx?cid=135E8A2962B564D7&resid=135E8A2962B564D7!373
O Segundo, criado no meio desse tempo e escrito num caderno que ainda tenho com os poemas desde o sétimo ano:
No porto só estrelas jogam
Só estrelas vencem e tem lugar
Gonçalo, és um puto brilhante
Tens um mundo para sonhar
 
Nele eu entro, sem me veres mas estou lá
Nos teus orgulhos apareço sem me reconheceres
Jogo contigo, mas só concentrado
Me consegues sentir
 
Dás um passo
Brilhas sem fim
Por um momento fecha os olhos
No teu coração e mente
 
Está alguém muito contente
Não sei quanto te devo
Nem imagino sequer
És um jogador nato
 
E um exemplo do melhor
Um dia a um jogo vou
Sonhar e ver-te brilhar
Coisa que não sabes
 
Mas eu em todo o lado como teu amigo no teu bem não paro de pensar
Quando sei que algo não consigo
Por vezes digo o teu nome e dás-me força
Sinto que mesmo não conseguindo
 
A força da nossa amizade dá-me alegria
Porque os sonhos não são sonhos
E a realidade é para ser vivida
Dou-te a ti, caro amigo
Um pedaço da minha vida
 
Na tua idade era como tu
Mas não queria ser o melhor
Já mais velho sou o mesmo
Logo não sei ser maior
 
(A poesia triunfa
E nela continuo a estar
Não sou mundialmente conhecido
Mas um dia lá irei chegar)
 
Tu no hóquei fazes o que fazes
Ganhas e és campeão
A nossa equipa junta
No futuro, não sei não,
 
Olho para ti vejo um jogador
Tu olhas para mim vês um amigo poeta
Dou-te energia que não vês
És meu amigo, isso é coisa certa
 
Gonçalo, a força, o coração, a sabedoria que não pode parar
Flávio, a imaginação, o coração, a amizade a triunfar
Juntos o ar dominamos
Separados chora o mar
 
Não sei que mais dizer
Que poderei mais contar
Meu maninho podias ser
Talvez agora já não mas ia adorar
 
Terceiro, e mais recente poema:

Em tempos outrora um pouco distantes
Conheci de fora um amigo
Serviu para que o sentisse por dentro (no sentido sentimental)
Como pouco amigo o faz


Passaram 5 anos de diversão
Plena e por vezes misteriosa confiança
Deixei-me este ano conhecer
O mundo dele com ele em liderança


Na inteligência de um grande mundo
Está alguém muito sozinho
Se não fossemos nós, amigos, que em tom profundo
O vamos visitar sem que se saiba


Qualquer perna partida (ou não) vale a pena
Temos a confiança de um grande amigo
Temos quem nos dê a mão mesmo com um conforto
De um convite no outro dia repetido


Ninguém está sozinho quando tem amigos
Ninguém se sente mal quando tem coração
Aprendi que estar sozinho é agora uma desculpa
Para estar longe da diversão


Gonçalo, perder-te como amigo
É para mim como se me tirassem uma perna pra fora
És para mim como irmão
De orgulho e muito conhecimento sem memória

30 julho 2011

Eutanásia

A dor percorre o corpo em si desconjuntado
Teme-se a morte, dando-lhe agora ouvidos
Quer-se morrer a comprimidos
Que baixam o ritmo corporal lentamente

A ciência não preserva os bons direitos
O doente já se sente fora de si
Não quer mais abrir os olhos e ver por si
Que o seu corpo ou mente já não aguentam

Há quem por mau estar familiar
Procure o suicídio assistido
Lentamente o corpo antes temido
Rasga o seu funcionamento


A sociedade proíbe,
É ilegal tirar a vida a um ser humano
Ato este que apesar de não ter grande dano
Tem mais boca que coragem na medicina

A religião proíbe
É contra as leis do santo ofício
Tirar da vida seu beneficio
Só porque a vontade fortalece

A ciência contra-ataca
Não é mau matar por assistência
Desde que como principal conveniência
Se saiba o que se faz. (coisa que pouco médico é capaz)

Oh morte, oh morte
Porque és tão requerida
O ser humano não está bem com a própria vida
E tens tu que ser chamada ao forte

Vida, oh Vida
Porque dás sempre tantas voltas
Ou por doença ou por confusões tortas
Há sempre quem não se sinta bem com a tua ferida


(Acabe-se as grandes conversar deste tema
Simplifiquemos o complexo, em poema.)

Flávio Pereira

24 julho 2011

Cancro Pulmonar

De um ser humano forte porém em longa escala fumador
Começam os órgãos lentamente a dar de si
Por onde o fumo passa cria ardor
Dentro do pulmão algo novo se modifica e se fragiliza ali

Um pulmão lentamente em evolução
Tenta renovar o seu interior
Divide-se porém sem travão
As células criando TUMOR

Como a função respiratória é vital
Estando danificado o seu principal órgão
Tudo que se conhece é agora fatal
Provocando sintomas em todo o ser humano corpónio (corpo dele)

Começa lentamente a faltar o ar
A tosse então se fortifica
O monóxido de carbono começa lentamente a raspar
Dá no corpo sua semi letal pica

O sangue sai dos canais por entre a tosse
O peito do ser humano então se recente
Dói no abdómen e lentamente
A dor tornar-se-á inseparável

Perde-se então a vontade de comer
Como não há vontade não há peso
A voz encontra também o seu lado indefeso
E começa ela própria a falhar

Como o oxigénio é necessário
Para conservar todas as células do organismo
Faltando forma de o tratar
A pele também encontra a sua cor de abismo

De uma cor totalmente a si apropriada
Torna-se agora amarela turgida
Não é nutrida, está estragada
É agora visível a presença de uma doença túrgida

Mas a pele ainda não sofreu tudo
Juntamente com a cor amarelada
A poluição interior do organismo do gás oxigénio
Provoca bolhas que ali para sempre ficarão

A juntar a tudo isto não á manutenção da pelugem humana
Os cabelos caem deixando cair também á paisana
Todos os pêlos do corpo que sem oxigénio
Não merecem ali pertencer

Por fim e como ultima pitada no bolo
As unhas crescem de forma errada
A fragrância humana é também mudada
Alterando o cheiro dos líquidos corporais


Flávio Pereira

(direitos imagem, liga portuguesa contra cancro)