15 outubro 2011

Portugal e os bebés sociais

 

Saiu Salazar, imponente

Atinge-se a liberdade

O povo, agora crente

Vê cair o seio da sua vontade

 

As leis mudam, tentando favorecer

Vai o povo para a rua

Protestar por vezes sem saber

Lançar a boca á “carne crua”

 

Eles, de lá guardados

Ouvem e tentam refazer

Os problemas recentemente criados

Trazem medidas que poucos queriam ver

 

Estão habituados a protestar

“Mamando” pela rua fora

Tenta o povo se dominar

Revolucionando-se contra os de fora

 

Tempos severos, medidas piores

Medidas sem outra alternativa

Vê-se também na rua os sindicatos senhores

Reclamando pela vontade perdida

 

Estamos na merda quer na sociedade

Que tanto protesta e se quer fazer valer

Quanto no dinheiro que a anterior liberdade

Fez dele o milho de pássaros sempre a desaparecer

 

Se se pensa em dinheiro agora

Cantasse pelo salazar enterradinho

Protestos, e vamos embora

Sejais bebés sociais mais um aninho

 

Não há idade, basta o choro

Há fraldinha pra toda a idade

Pede-se por tudo, mais lealdade

Daqueles que tem o pais ás costas todos os dias

 

Ser Português agora

É aproveitar o anuncio da DODOT

Para fazer de Lisboa um pote

De pedidos impossíveis nas piores situações

 

Pede-se dinheiro, como se Lisboa fosse o mealheiro

Como já nem para eles deveria chegar

Nada melhor que protestar

Para apodrecer mais ainda o pais inteiro

 

Quem protesta também sofre

Vê o seu ordenado reduzido

Protestar perde então esse sentido

Porque quem mais fala mais tem fome

 

Deixe-se o tempo difícil passar

Já tem estrago o peditório

Por ser de cada bebé seu velório

Já nem sabeis do que protestar

 

Oh, Portugal, tantos pedidos, tantos Mercedes

Tanta fraldinha mudada

Deixem os governadores certos assumirem as suas redes(rédeas)

Dando melhorias a este lixo que nos cobre a estrada

 

Se não é coisas boas que vedes

Não protestais por quase nada

Deixai-vos de falinhas mansas

Porque em tempo difícil não vos serve do real nada

08 outubro 2011

Fumamos pra esquecer, morremos por fumar. O que se esquece?

No mundo dos grandes
Há imensos fumadores
Uns só pra pertencer a novos gangues
Outros para aliviares as fortes dores

Há quem fume pra esquecer problemas
O vicio (in)consciente leva á morte
Pergunto, se no meio de tantos dilemas
O esquecimento da vida é boa sorte

Fumar danifica o vosso ser
Dá, entre tosses arrepiantes
Problemas sofridantes
Que vos irão continuamente abater

A vida custa, pesa, demora
O bom de estar vivo é não estar só
O monóxido arrasta em boa hora
Um corpo vivo para inesgostável pó

Pó este feito de almas carinhosas
De corações feitos na descrensa
Que novo ser se coloque na dispensa
Dos mortos por vícios impiedosos

A nicotina bloqueia o pensamento
Os neurónios que em tom harmonioso nos ajudavam
Desesperam, em tom desagradável
Pois já não se sentem os mesmos

Assim se perdem almas no engano
Familias que não tendo a quem recorrer
Enterram mais um ser humano
Que pela ganância, popularidade se foi vencer

Não fumar dá cura aos problemas
Só precisamos de relaxar, pensar
Em maneiras, estratagemas
Da vida nos compensar
Isto sem o uso parvo de se drogar