25 novembro 2025

a uma pomba

Tu, pomba
 fazes te importante 
A passear como viajante 
Na humana passadeira 
Mereces todo o semblante 
De parecer um ser humano andante
De forma tão ligeira 

Tu, pomba, 
Que fascinas
Mereces cortinas 
De tanto encantar
Dizes ao ser humano 
Que seja mais leviano
Para te acompanhar 

Tu, pomba
Que encantas
Fazes nos pensar em mantas
De tanto frio que está
Mereces atenção
Que não nos doía o coração
De tanto te ver andar ou voar 

19 novembro 2025

A um ser que não sabe ser

Tu, que não sabes ser , sendo
Vive a vida como podes, vivendo 
A atacar cada novidade 
Sem ter qualquer reciprocidade 

Tu, que vives por bem de o ser
Relaxa, deixa te viver
Porque um dia lutarás
E sempre recuperarás

Tu, que um dia deixarás o mundo 
Não te percas por um segundo 
Só valerá 
Quando os olhos por cada segundo alguém colocará

Tu, deixa de desanimar 
O tempo é teu, há que lutar
Pela vida só fortes valerão 
Um dia o teu nome decifrarão

Tu que vives por cada batalha 
Não te percas, faz muralha 
Dirão que és forte neste mundo 
Terás que esconder esse interior no fundo 

10 novembro 2025

A uma família

Família, vocês sabem quem são 
Somos todos um, por trás da iluminação 
A viver e a sofrer como sempre 
A lutar pela Terra no seu ventre 

Familia, vai ser complicado perder
O mundo é injusto como ele sabe ser
A colônia não está preparada pra mim
O mundo certo nunca aparenta ter fim

Família, não vos quero deixar 
Toda a gente sabe o apoio que me dar
Mas sentir-me hei sozinho
Se daqui a 50 anos for perder o carinho 

Familia, um por todos e todos por um
Na Terra só treme quem se esquece de um
Sei que não devia mas não consigo deixar 
Este poema é vosso para vos elogiar 


03 novembro 2025

A um estádio do dragão

A um estádio de sempre 
O Porto campeão seja presente 
A um lugar especial 
Que ao Porto é natural

A um estádio do agora 
Que o Porto vença dentro e fora 
Onde não haja hora
Para este lugar virar memória 

A um estádio finito
Que a glória chegue ao infinito 
Onde o Porto anseia jogar 
E que se faça velho o verbo ganhar 

Que se faça da vitória natural 
Para no final
Este Porto se tornar sentimental 

Ao ar

Ao ar, 
A vida corre
Sem prestanejar
O mundo vive
Sem pensar 
No ar

O ar,
A vida prestaneja
Sem sessar 
O ser vivo deseja
Sem nunca mais voltar 
A vida é uma cereja 
Que ninguém pode provar 
Só de andar 
No ar

Ao ar
O mundo roda de forma infinita 
O ser se afoga numa vida bonita 
Ao ar que vive sem querer 
Ao humano que olha 
Sem pensar no que está a ver

Ao ar
Que cura o infinito 
Que deseja provar algo bonito 
Que sente-se a prestanejar 
Que só de pensar no transcrito 
Deixa a desejar 
Mais ar