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14 novembro 2011

Os segredos das nuvens

As nuvens guardam segredos
De tão carregadas que estão
Nuvens pretas, carregados medos
Nuvens brancas, carregadas de emoção

Movem-se, ao olhar puro do ser humano
Que ri, que chora, que se alimenta
Chovem, por pecado insano
A água que sua alma se sustenta

É bom olhar, sentir, sorrir
Que as nuvens nos vão acompanhando
Saber no silêncio ouvir
A sua guerra, em olhar brando

Chega o sol, vem a pureza
As nuvens recarregam de alegria
Despejam, em tom de magia
Os seus medos para outro lado

Não fogem dele, abraçam-no
Porque o maior sentimento nunca se diz
Deixam fugir sua matriz
Que nos ilumina o pensamento

Enquanto estes humanos cá baixo
Riem-se sem perdão
Olhar pras nuvens é ver de lanço
O mais puro do nosso coração

Suas trocas, suas fugas
Libertam também os nossos dias
Pra quê chorar em alegres dias
Se pudemos sentir nós o seu sentimento

Nuvens, oh nuvens
Que em outras horas fomos nós
Deixai-vos estar contentes e puras
Para que não chorais como nossa voz

Se algo tremendo vos assusta
Deixai que sintamos vosso medo
Chocái, combinando em segredo
Vossas fúrias para nossos dias

Ensinem-nos a lição
Quebrem nossa monotonia
Por vezes, por magia
Somos nós o vosso contento

Movai... sintai de dentro pra fora
As emoções do mundo
Pois sendo o homem por vezes vagabundo
Deixa passar os melhores momentos

"Ser ou não ser, eis a questão"
Nuvens de todo poderoso pensamento
Sejam homens, movimento
Para que aprendamos a ser livres