29 agosto 2011

O poder do Vento: Furacão nos EUA


Se o vento pudesse falar
E nós ouvi-lo gritando
Não seria de espantar
O que se tem passado a normal comando

O ser governa o mundo
Nós governamos até o que não deve ser governado
Depois o céu torna-se irado
E lança seu ar raivoso em um segundo

O vento rosnou, dividiu-se e sucumbiu
Partiu casas, rachou momentos
Que assim trocam os ressentimentos
Pela história que por lá já se viu

Ás voltas pela terra fogem os habitantes
O desastre não é feito por eles
Porque se o fosse, oh, se o fosse
Os EUA seriam em nós como sempre mandantes

Mas o vento promete rasgar e ficar mais fraco
Quer que se sinta o seu sofrimento
Se houver perdas sem consentimento
O homem verá em si que é só um caco

11 rasgos de vidas provocados
Chega para interiorização de quem tem que ser
Num pais em que todos os europeus são quase que escravizados
Os Estados Unidos merecem com a natureza tremer

Mas penso eu…
Não serão certamente os únicos no mundo
Que sentiram o peso de um mal profundo
Que de todos tem consequenciação

Vejam o video
http://cnn.com/video/?/video/us/2011/08/28/irpt.natpkg.sunday.pm.cnn

24 agosto 2011

Oh amigo dos autocarros

 

Oh amigo dos autocarros

Que fazes tu neste movimento

Catalogando cada motor instrumento

Para levar o povo a qualquer lado?

 

Em cima de um nobre papel

Um risco marca o modelo

De cada automóvel fiel

Que poucos tem interesse em vê-lo

 

Mas tu homem, não és como os outros

Por detrás daquele ensurdecedor ruído

Há um ser informadamente entretido  

A ver os autocarros que por ti passam

 

Por detrás de um carro ou de um “pica”

Há quem encontre como tu divertimento

Observando e sentindo a frota

Que a nós passa com fraco olhar atento

 

Desde o novo até ao mais antigo

Há um padrão geral de movimento

Que por detrás de uma rota de um sentido

Canta, como leve som ao teu olhar atento

22 agosto 2011

Chuva

Há quem cáia ao mar, oh chuva
Mas não floresce tanto como tu
Há quem deixe por ti cair uma uva
Para tentar satisfazer um corpo nú

Ao som da terra que te observa
Molhas o todo povo empodrecido
Que ao olhar para a tua pele transparente e sem sentido
Deseja ser um de vós entre tantos fados

Chuva, sois fonte materna pra quem tem sede
Sois olhar divino para quem tem esperança
No meio de tal pobreza de dura pança
Sois o dinheiro do renascimento

Oh quem se sente por ti molhado
Sem saber onde secar
Vive á luz de um bom sonho
Impossível de não resultar

13 agosto 2011

O precipício da alma


Sabe-se hoje que a alma está acorrentada
A um ser da terra feito
Que por ter nascido do nada
Tem a vida como poderoso direito

Vive-se a vida pelo corpo
Desprezando que a alma existe
A crença religiosa persiste
Destruindo o melhor de um corpo morto

A sociedade prende-se ao que sabe
O ser prende-se ao futuro definido
A religião sabe tomar partido
Daqueles que se submetem ao que é então lançado

Onde está a alma daqueles que a acorrentam á crença
Onde está a vida daqueles que vivem sabendo o seu fim
O homem não deve viver totalmente assim
Pois a santidade é pecado á evolução do social

A alma merece conhecer, merece sentir
Merece saber as alternativas que pode seguir
O conhecimento lógico deve deixar viver
Sem que a religião o possa impedir

Por isto e por algo mais
Acho que a religião faz da alma seu precipício
Governando o seu livre arbítrio
Para coisas menos brutais

O pecado não é pecado sem ser aprendido como tal
O mal é feito em toda a sociedade
Se formos classificar sempre como religiosa maldade
Ninguém viveria como ser normal

A crença não deve ser impeditiva
Não pode impedir a vontade humana
Se o faz é de si própria tirana
Pois não se atualiza ao novo mundo

Fpereira

07 agosto 2011

Euro, não sei se te merecemos

 

Euro, moeda única e derrubante

Teu poder é do geral presenciado

Se a União Europeia não te tivesse criado

Mais difícil seria a compreensão monetária do mundo

 

Com os tempos a passar pergunto-me

Será que Portugal tecnicamente te merecia

Somos fortes mas em geral

Essa força está-nos a transformar em porcaria

 

Da UE recebemos o carinho

Por sermos o pais do grande Barroso

Que por ter um reino tão poderoso

Não nos quer magoar por tua causa

 

A comunicação do euro está a enfraquecer

Muito pais europeu está agora endividado

Penso agora que neste estado

O euro não nos vá em grande escala valer

 

Euro, eurinho

Cada lágrima por ti forjada

Está agora a ser ressaltada

Porque teu povo está a ser fraquinho

 

Não há crise que não nos afecte

Vinda do mais económico mundo

Que sabe que em todo o segundo

Um novo pais entra neste frete

 

Penso: Que pais é este que faz se pertencer do ouro europeu

Para que ao longo do tempo toda a desgraça lhe seja passada

Retornará o Mundo ao seu anterior nada

Porque ninguém se sabe governar com este consolador prémio

05 agosto 2011

6 anos, 3 poemas dedicados a um grande amigo

dlÁ 5 anos atrás conheci um amigo que me mostrou que apesar da brincadeira que é normal num rapaz há também muita inteligência. Este amigo apesar de mais novo conseguia destruir uma fraqueza que eu tinha e me dar força noutros aspectos para evoluir e ser quem sou hoje. Neste tempo e com continuação recente fiz-lhe 3 poemas nos quais demonstrava por a+b que tinha orgulho em ser amigo dele. Eis o primeiro, quando ele estava como jogador no porto (cliquem para ver)
https://skydrive.live.com/view.aspx?cid=135E8A2962B564D7&resid=135E8A2962B564D7!373
O Segundo, criado no meio desse tempo e escrito num caderno que ainda tenho com os poemas desde o sétimo ano:
No porto só estrelas jogam
Só estrelas vencem e tem lugar
Gonçalo, és um puto brilhante
Tens um mundo para sonhar
 
Nele eu entro, sem me veres mas estou lá
Nos teus orgulhos apareço sem me reconheceres
Jogo contigo, mas só concentrado
Me consegues sentir
 
Dás um passo
Brilhas sem fim
Por um momento fecha os olhos
No teu coração e mente
 
Está alguém muito contente
Não sei quanto te devo
Nem imagino sequer
És um jogador nato
 
E um exemplo do melhor
Um dia a um jogo vou
Sonhar e ver-te brilhar
Coisa que não sabes
 
Mas eu em todo o lado como teu amigo no teu bem não paro de pensar
Quando sei que algo não consigo
Por vezes digo o teu nome e dás-me força
Sinto que mesmo não conseguindo
 
A força da nossa amizade dá-me alegria
Porque os sonhos não são sonhos
E a realidade é para ser vivida
Dou-te a ti, caro amigo
Um pedaço da minha vida
 
Na tua idade era como tu
Mas não queria ser o melhor
Já mais velho sou o mesmo
Logo não sei ser maior
 
(A poesia triunfa
E nela continuo a estar
Não sou mundialmente conhecido
Mas um dia lá irei chegar)
 
Tu no hóquei fazes o que fazes
Ganhas e és campeão
A nossa equipa junta
No futuro, não sei não,
 
Olho para ti vejo um jogador
Tu olhas para mim vês um amigo poeta
Dou-te energia que não vês
És meu amigo, isso é coisa certa
 
Gonçalo, a força, o coração, a sabedoria que não pode parar
Flávio, a imaginação, o coração, a amizade a triunfar
Juntos o ar dominamos
Separados chora o mar
 
Não sei que mais dizer
Que poderei mais contar
Meu maninho podias ser
Talvez agora já não mas ia adorar
 
Terceiro, e mais recente poema:

Em tempos outrora um pouco distantes
Conheci de fora um amigo
Serviu para que o sentisse por dentro (no sentido sentimental)
Como pouco amigo o faz


Passaram 5 anos de diversão
Plena e por vezes misteriosa confiança
Deixei-me este ano conhecer
O mundo dele com ele em liderança


Na inteligência de um grande mundo
Está alguém muito sozinho
Se não fossemos nós, amigos, que em tom profundo
O vamos visitar sem que se saiba


Qualquer perna partida (ou não) vale a pena
Temos a confiança de um grande amigo
Temos quem nos dê a mão mesmo com um conforto
De um convite no outro dia repetido


Ninguém está sozinho quando tem amigos
Ninguém se sente mal quando tem coração
Aprendi que estar sozinho é agora uma desculpa
Para estar longe da diversão


Gonçalo, perder-te como amigo
É para mim como se me tirassem uma perna pra fora
És para mim como irmão
De orgulho e muito conhecimento sem memória