29 abril 2012

O prémio é ganhar


O prémio é ganhar
Por muito que se não diga
A vontade de lutar
Está no jogador que se incentiva

Ganhar é um gosto
A coragem recompensada
A garra encorajada
O sonho em mente posto

Há a luta, a provocação, a injustiça
Mas tudo se reúne no resultado
Há o ser, o sonho, a voz que por vezes enfeitiça
A capacidade de um jogador de estar em melhor estado

Pensa-se nela, magoa-se por ela
Mas a vontade permanece inalterada
Por melhores jogadores que ás vezes não estejam
A vitória é uma honra compartilhada

O prémio é que ás vezes demora
Mas não á que desistir
A vontade, reunida agora
Fará os sonhos existir


10 abril 2012

Poema a um cão que ladra

 

Cão, da vizinhança, que ladras tão bem que não te percebo

Comunicas como se fosses falante de palavras apenas para minha atenção

Os outros cães percebem-te

Mas eu e a minha família e as outras como somos cães da maior espécie

Não percebemos, ou fingimos que o fazemos

 

Mas tu ladras, comunicando

E eu farto de te ouvir ladrar

Quando vês alguém em tom eufórico, nada brando

Alertas os outros para o que se está a passar

 

Á noite, quando la luna aparece

Gostas sempre de meter um au au

Nem que os vizinhos na cama que apodrece

Estejam deitados, depois de um provável dia mau

 

Cão, que irracionalmente segues o teu caminho

Por vezes em donos piores que a tua alma

Que se fazes algo , perdem a calma

E tapam-te logo o focinho

 

Cão, o homem dos animais

Que é mais dócil que outros seres tais

Capazes da pior maldade da sua espécie

Só para não serem chamados de angelicais

03 abril 2012

Em Portugal guardou-se o hino


Em Portugal guardou-se o hino
Para os desportos de identidade
De outros modos, em tom fino
O hino perde a validade

Heróis do mar ,já mortos
Nada para ser conquistado
Nobre povo, em suas vidas devotos
A um governo pela ganância enraizado

Valentia e imortalidade, desistência
Por valores que já nem os livro ressuscitam
Levantado o esplendor de Portugal, busca pela sobrevivência
Por direitos que nem o governo iluminam

Na memória histórica que já a si foge
Ouve-se os salvadores em alegria
Vendo que o país está na porcaria
E o seu nome está a ser pensado

Pela Pátria (?), luta-se pela própria vida
O poder político está em estado irónico
O povo sai dos trabalhos eufórico
Pelo dinheiro que nos seus bolsos esvazia

Contra os canhões (??), Luta-se contra seres invisíveis
Que pelo grande ordenado foram infalíveis
Deixarão o país a derreter anualmente
E agora o melhor político é aquele que sobe e com o riso dos outros mente

Os grandes agora são os da seleção
Capazes de partir as pernas por um país de criminosos
E porque a maioria já nem cá está pois são em parte gananciosos
Jogam apenas pelo país porque lhe deu o chão

Os grandes são também os militares
Que não podem sair do país
Vão lançando granadas e tiros aos milhares
Para alguns saírem do mundo de formas vis

Onde está a grandeza deste grande mundo agora
Se se guarda o hino para instrumento
Para levantar o entendimento
Dos que querem ou estão lá fora