26 setembro 2010

Resposta ao poeta: Fernando Pessoa na sua teoria do fingimento

O poeta deve não fingir a dor
Para que possa ser sentida
Só a alma sabe o que é um tremor
Deixado pela vida

Mostraste que sabias fingir
O coração nem sempre aguenta
O sentimento que no homem mostra
Não há quem sinta o mesmo que se lamenta

Se o sentimento fogaz
Pudesse ser facilmente disfarçado
Onde estaria o rapaz
Que estando contente e mal humorado
Sentiria em seu redór
E nas pessoas a quem é amado?

Compreendo o fingimento
Não percebo é tanto mistério
O coração deve se libertar
E não ocultando seu "olhar sério"
Para no seu interpretar
Não mostrar que o poeta
Não sabe o que sentir
Para não ser levado a sério

"Pessoa" não compreendas isto como um ataque
Mas como algo que se vive
És dos melhores que Portugal conheçe e sabe
O quão dificil é ser tu nesse tempo que progride


(Pequena resposta á teoria do fingimento de Pessoa, não com o intuito de o destruir mas com o intuito de lhe revelar o pensamento actual sobre o sentimento)

12 setembro 2010

Poema em powerpoint

Á algum tempo atrás um amigo mandou-me um poema meu em powerpoint, gostei até da ideia que pus outro dos meus poemas em powerpoint.



digam se gostarem, a musica foi uma ideia minha que até ficava engraçada no powerpoint

08 setembro 2010

Poema O ser Humano, completo. Um choro feito numa aula de educação fisica

Além da poluição constante citadina

Esfolam-se animais vivos por dinheiro

Da grande china emerge um mundo inteiro

De tanto mal que o controlo é impossível



Pela racionalidade e crueldade do homem

Único ser falante e racional

Que ao fazer no mundo imenso mal

Nem do respeito de todos merece



Deixas-me triste, preocupado

Com o poder que tens és tão desajeitado

Mostras-te implacável e destrutivo nas tuas acções

Pondo o ambiente em risco pois não merece tais punições



Tenho vergonha de ser homem pois seria malévolo

Levar o ambiente e os animais a um estado incrédulo

Pois poluis, matas, para te mostrares evoluído

Eu se escolhesse seria homem noutro sentido



O animal merece viver

Merece lutar por si mesmo e vencer

Neste mundo tirano e de total disputa

Em que a sua vida sempre dependerá do resultado de cada luta



Juro, mereceis que vos seja tirada a razão

Talvez com as regras do leão

Conseguisses viver, ser compreendido, aprender o que os outros são

E não fazer mal a ninguém sem justificação



O conhecimento é prova do engano

Quanto mais se conhece mais destemido é o tirano

Que polui, mata ou esfola sem lamento

O rosnar de cada animal não vos serve de pensamento?



Em cada criança uma luz

Em cada homem um desejo de vingança

Na china os animais servem de mera lembrança

Que propicia o engano e o mau trato deles



São estrangulados ou esbofeteados sem piedade

Quem deu ao homem tal liberdade?

Deixar os nossos “semelhantes” sofrer

E o homem cruel ao som do vinho enriquecer



Se o futuro será assim

Animais tratados como meros bonecos

Prefiro viver dentro de becos

Onde nada nem ninguém dará por mim







China, que vergonha!

Tão evoluída e medonha te tornas todo o dia

A matança não serve de alegria

Mas devia ser punida a sangue frio



Mas, enfim, deixai-vos ser maus sem lamento

A nossa sociedade julgará, não sereis tratados com um aperto

Se a prisão não chegar não temais mais

A verdadeira razão não vos deixará viver nunca mais

 
(um choro de dois feito por apenas um, é dos mais lógicos e fortes poemas que já escrevi)
Feito numa aula em que estava mais virado para o tema do que para o phisic esquema