08 março 2025
poema á morte
28 abril 2022
Nunca Julgues
Nunca julgues o livro pela capa
O homem pelo seu segredo
Bastará ele abrir a boca
E paira o medo
Nunca julgues um cientista pela razão;
Um estudante pelo enredo
A abertura do coração
Criticar-te há cedo
Nunca julgues uma mulher pelas mamas
Um homem pelo "pau"
O sexo apesar de popular
Transmite energia peculiar
Nunca se deve julgar nada visto
Porque o verdadeiro mundo não se vê
Tudo o que existo
Não teme não ser visto por quem vê
Porque afinal, nem toda a capa esconde tudo o que é29 outubro 2015
Fujai humanos que a chuva molha
Fujai humanos que a chuva molha
Aqueles cujos pecados são diários
Lembrai vos que por muito que fujeis agora
Os vossos julgamentos serão templários
Vivei humanos, com medo da chuva
Só porque molha e constipa
Vós que menteis e enganais diáriamente
Sois acarinhados como a tulipa
Mas por muito que fujais ao vosso engano
Haverá sempre o destino
A chuva, que acumula o pecado insano
Não será muito melhor que o futuro divino
Fujai humanos que a chuva molha
Os que dela tem medo para os marcar
Um dia há-de chegar hora
Que não existirão guarda chuvas na mão
Pra pegar
15 agosto 2015
Não me chamem "morto"
Porque eu ando vivo
Sempre contigo
Só que mais solto
Mas vivo em ti, olho por ti
Não tens olhos para me ver
Mas não seria eu nada sem ti
Se vos faz chorar
Façam os outros pensar
Que não morri totalmente
Enquanto no teu coraçao viver
Cada coisa boa que te acontecer
Será um presente de mim
Enquanto eu estiver vivo contigo
Serei teu abrigo
Para te mostrar o mundo aos teus pés
Serás minha sombra em carne
Por mais que o mundo abane
Estarei por aqui, lembra-te: vivo em ti
17 outubro 2013
Pai, quem és?
Pai, quem és, tão doente
Vives a estragar a familia que quer paz
O passado não deixas para trás
E a tua mulher pões quase inconsciente
Bates-lhe,
estragas-lhe a dignidade com as palavras
Que por serem do calão macabras
Já todos te tem desafeiçao
És pior que aqueles que te antecedem
Por não esqueceres o que passaste
A tua vida amaldiçoaste
Por transportar o mal que em ti usaram
Veio a net, criticaste os teus próximos.Agora até no trabalho te veem como mendigo
Sempre á tecnologia agarrado
Sempre com vocabulário indevido
Falas com desconhecidos com rancôr familiar
Falas com a familia com intençao de magoar
Não mudaste pai, todos te conhecem a pinta
Vives com a tua benção de vida propositadamente extinta
Antes usavas deus para salvar os outros
Sempre foste quem precisava de ser salvo
Agora com a tecnologia adicionada ao caldo
Deus usa-te para viveres o teu pecado
Pára pai, doi-te mais a ti
Procura ajuda ja que não ajudas ninguém
Faz a ti o unico e maior bem
De perdoar os teus antepassados
Só assim esquecerás quem és
Porque os outros o eram
Serás o que quiseres
Independentemente do que te fizeram.
11 novembro 2011
Doença de Parkinson
Com a idade começa a falência
De neurónios antigos já formados
Há estimulação de pouca potência
Aos membros que deveriam agir coordenados
Há quem no entanto perca rapidamente
Esta força de coordenação
Aparece, então, de repente
O poder da negação (do movimento)
Os movimentos não se controlam
Os membros tremem em descanso
Devagar as intenções desenrolam
E o cérebro resolve dar ao homem menos lanço
Começa num só membro
Este gosta de não funcionar
Passa depois para o outro
E o corpo do doente põe se com ele a gozar
Com o tempo o músculo leve
Mantem-se em contração
A energia que o reteve
Não é reconhecida para a libertação
Havendo contração do músculo
Com a ligação ao cérebro danificada
Perde-se também o equilíbrio
Caindo-se por tudo e por nada
E assim acontece, ao longo do tempo
Numa deficiência química do sistema nervoso
Que pela idade penoso
Nos deixa em estado fraco e tortuoso
22 agosto 2011
Chuva
Mas não floresce tanto como tu
Há quem deixe por ti cair uma uva
Para tentar satisfazer um corpo nú
Ao som da terra que te observa
Molhas o todo povo empodrecido
Que ao olhar para a tua pele transparente e sem sentido
Deseja ser um de vós entre tantos fados
Chuva, sois fonte materna pra quem tem sede
Sois olhar divino para quem tem esperança
No meio de tal pobreza de dura pança
Sois o dinheiro do renascimento
Oh quem se sente por ti molhado
Sem saber onde secar
Vive á luz de um bom sonho
Impossível de não resultar