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08 março 2025

poema á morte

Do novo uma brisa suave
Entra na alma em tentação 
Numa casa que a espiritualidade guarde
Existe num quarto nova noção 

Se é boa a alma vai para a colónia 
Se é má lhe esperam terras umbralinas
Um guia espera pela hora certa
De se apresentar a almas matutinas

No presente da alma existe uma chave
Que invoca a casa para o desviver 
Para o quarto há quem chame
A vida noturna para mostrar ver

Não tenhas medo da morte diz ela
O ritual é uma passagem 
Da Terra pra um mundo singela 
Existe uma nova viagem

Nada temas diz o guia
É um novo despertar
Pra uma vida de conhecimento e alegrias
Que a família te pode dar

Não te assustes, digo eu
Estás num bom caminho 
Se fizeste o bem és recompensado 
Se não as tuas ações vão doer um bocadinho 

28 abril 2022

Nunca Julgues

Nunca julgues o livro pela capa
O homem pelo seu segredo
Bastará ele abrir a boca
E paira o medo

Nunca julgues um cientista pela razão;
Um estudante pelo enredo
A abertura do coração
Criticar-te há cedo

Nunca julgues uma mulher pelas mamas

Um homem pelo "pau"

O sexo apesar de popular

Transmite energia peculiar

Nunca se deve julgar nada visto

Porque o verdadeiro mundo não se vê

Tudo o que existo

Não teme não ser visto por quem vê

Porque afinal, nem toda a capa esconde tudo o que é

29 outubro 2015

Fujai humanos que a chuva molha

Fujai humanos que a chuva molha
Aqueles cujos pecados são diários
Lembrai vos que por muito que fujeis agora
Os vossos julgamentos serão templários

Vivei humanos, com medo da chuva
Só porque molha e constipa
Vós que menteis e enganais diáriamente
Sois acarinhados como a tulipa

Mas por muito que fujais ao vosso engano
Haverá sempre o destino
A chuva, que acumula o pecado insano
Não será muito melhor que o futuro divino

Fujai humanos que a chuva molha
Os que dela tem medo para os marcar
Um dia há-de chegar hora
Que não existirão guarda chuvas na mão
Pra pegar

15 agosto 2015

Não me chamem "morto"

Tu, sim tu, não me chames morto
Porque eu ando vivo
Sempre contigo
Só que mais solto

Não tenho corpo pa me prender
Mas vivo em ti, olho por ti
Não tens olhos para me ver
Mas não seria eu nada sem ti

Não me chamem morto
Se vos faz chorar
Façam os outros pensar
Que não morri totalmente

Se és meu filho ou meu neto não desesperes
Enquanto no teu coraçao viver
Cada coisa boa que te acontecer
Será um presente de mim

Não sofras, não ignores quem és
Enquanto eu estiver vivo contigo
Serei teu abrigo
Para te mostrar o mundo aos teus pés
Portanto esquece que eu morri, vive
Serás minha sombra em carne
Por mais que o mundo abane
Estarei por aqui, lembra-te: vivo em ti
(Um poema a um morto, que só quem vive sabe quem é)

17 outubro 2013

Pai, quem és?

Pai, quem és,  tão doente
Vives a estragar a familia que quer paz
O passado não deixas para trás
E a tua mulher pões quase inconsciente

Bates-lhe,
estragas-lhe a dignidade com as palavras
Que por serem do calão macabras
Já todos te tem desafeiçao

És pior que aqueles que te antecedem
Por não esqueceres o que passaste
A tua vida amaldiçoaste
Por transportar o mal que em ti usaram

Veio a net, criticaste os teus próximos.Agora até no trabalho te veem como mendigo
Sempre á tecnologia agarrado
Sempre com vocabulário indevido

Falas com desconhecidos com rancôr familiar
Falas com a familia com intençao de magoar
Não mudaste pai, todos te conhecem a pinta
Vives com a tua benção de vida propositadamente extinta

Antes usavas deus para salvar os outros
Sempre foste quem precisava de ser salvo
Agora com a tecnologia adicionada ao caldo
Deus usa-te para viveres o teu pecado

Pára pai, doi-te mais a ti
Procura ajuda ja que não ajudas ninguém
Faz a ti o unico e maior bem
De perdoar os teus antepassados

Só assim esquecerás quem és
Porque os outros o eram
Serás o que quiseres
Independentemente do que te fizeram.

11 novembro 2011

Doença de Parkinson


Com a idade começa a falência
De neurónios antigos já formados
Há estimulação de pouca potência
Aos membros que deveriam agir coordenados

Há quem no entanto perca rapidamente
Esta força de coordenação
Aparece, então, de repente
O poder da negação (do movimento)

Os movimentos não se controlam
Os membros tremem em descanso
Devagar as intenções desenrolam
E o cérebro resolve dar ao homem menos lanço

Começa num só membro
Este gosta de não funcionar
Passa depois para o outro
E o corpo do doente põe se  com ele  a gozar

Com o tempo o músculo leve
Mantem-se em contração
A energia que o reteve
Não é reconhecida para a libertação

Havendo contração do músculo
Com a ligação ao cérebro danificada
Perde-se também o equilíbrio
Caindo-se por tudo e por nada

E assim acontece, ao longo do tempo
Numa deficiência química do sistema nervoso
Que pela idade penoso
Nos deixa em estado fraco e tortuoso

22 agosto 2011

Chuva

Há quem cáia ao mar, oh chuva
Mas não floresce tanto como tu
Há quem deixe por ti cair uma uva
Para tentar satisfazer um corpo nú

Ao som da terra que te observa
Molhas o todo povo empodrecido
Que ao olhar para a tua pele transparente e sem sentido
Deseja ser um de vós entre tantos fados

Chuva, sois fonte materna pra quem tem sede
Sois olhar divino para quem tem esperança
No meio de tal pobreza de dura pança
Sois o dinheiro do renascimento

Oh quem se sente por ti molhado
Sem saber onde secar
Vive á luz de um bom sonho
Impossível de não resultar