30 junho 2011

Critica real em poema

 

Gastar… Gasta-se tudo até não se saber parar

Passam os anos a contar

Que o homem aprenda com os seus próprios erros

Mas nada o faz pensar

 

As sociedades de agora estão habituadas ao máximo uso do poder monetário

São educados as crianças em tom de empresário

Que tem tudo o quanto quer, mesmo não querendo

Para os seus não choros satisfazer

 

O tempo depois passa e as dividas acumulam

Por muito pouco que a mentalidade se degrade

O banco não é o mesmo para todo o abade

Que quer saber quanto dinheiro ainda possui

 

Fast foods, comidas ao lixo deitadas porque o dinheiro as supera

Almas de pobre pontapeadas porque não se sabe guardar

Vontades cumpridas porque a sociedade que hoje se tem

Pode daqui a tempos faltar…

 

As crianças são criadas a ter carros e automóveis

Os adultos a ter a continha pronta a uso direto

Não sabemos como isto pára ao certo

Mas na decadência o inicio e o fim é o zé povinho

 

Os antigos, fazem de” migalhas” o pão do outro dia

Parcelam os seus custos para viver o dia-a-dia

Porém, olhar para a sociedade de agora dá tristeza

Não se sabe resguardar, apenas usar para a “beleza”

25 junho 2011

Indriso VS Isidro

Isidro criou Indriso
Para que lhe desse valentia
E o orgulho que é é preciso

Lançando palavras pelos mares
Criou uma forma geométrica
Sem saber por si, é simétrica

E assim se fez uma obra

Criada pela mão de poeta

II
Indriso criado forma valente
O Numero 3 do entendimento
Seguido do 1, do puro elemento

A magia está no rimar
No sentimento, na emoção
O resto é de só falar

Assim é estruturado o indriso

Para o exame o realizo


(Indriso é uma estrutura poética de dois tercetos(3 versos) e dois versos separados em que a rima é de acordo com as preferências do escritor, dai que aqui tenha escrito “o numero 3 do entendimento seguido do 1 , do puro elemento”)
Apeteçeu-me brincar com a coisa, mas de forma certa, espero que não te importes
Flávio Pereira

24 junho 2011

Vivo, sem que os outros saibam…

 

Olho para tudo á procura de alegria

Porém só vejo erro acumulado

Ou homens incultos na porcaria

Esfregando a pele por um qualquer telhado

 

Olho para alguém e firmemente

Vejo que não é dada importância ao interior

Pergunto, por vezes á voz dormente

Serei eu vindo de um planeta de amor

 

Não observo destruições

Para que não seja eu próprio destruído

Vejo Mulheres, homens aos encontrões

Pela vontade de dar a pata a um partido

 

Penso para mim:

Onde estarei se morrer?

Num Pais de bons costumes

De mãos de areia, armas impunes

Que por si só já o mundo não conhece

Que é a forma estragada duma certa prece

Feita por mares nunca antes navegado

Por corpos nunca ao chão deitados

Porque o orgulho é tanto em fazer o bem

Que no céu se deixa a espada, a mão desdém

Para que sejam homens, os abençoados

23 junho 2011

Anemia Falciforme (retrato)

Glóbulos, que malfeitos
Uma mutação vos ridicularizou
Transformaram-se em inúteis
O meu ser não sabe como não aguentou


Tornai-vos bons novamente
Já não respiro como deve ser
E porque vós tem uma forma deficiente
Que me corta só por vos ver


E porque já não respiro
Começo a ficar mais fraco
O mundo hemacilico que em mim existe
Está reduzido a um doloroso caco


Poderei tornar-me pior
Com tanto coágulo que a mim foi nascer
Já não suporto a real dor
Maior será ter medo de morrer


Ai! Se isto chega ao homem mestre(cérebro)
Já pára este sofrimento
O sangue é impedido de passar para a vida
O AVC é o meu maior lamento


Já fui, já me senti demasiado subestimado
Este poder genético deu pecado
Que acabou levando me a mim
Que não fazia nada de mal no mundo, mas, enfim…

22 junho 2011

18 anos, mesmo corpo,mesmo ser, algumas diferenças

 

Passam 18 anos de pura imaturidade

Muda-se o ser, muda-se a cultura

Passa a vida pela fervura

De alguém que outrora se conhece

 

Poeta sou, sempre serei

Portanto duvido que algo me cale

O tempo que passe, que se rale

Por mim a mudança é só no corpo

 

Nunca quis ser santo

Apesar de já o ter podido ser

Prefiro viver por entre o manto

Que vê o pecado e o sabe prever e reconhecer

 

Soube, e vivi histórias loucas

Já parti mais em 3 anos que na vida toda

Porém a escapatória dava sempre ronda

Para fugir a sete pés enquanto outros ouviam

 

Ser adulto, agora e por enquanto

Estarei preparado? Logo se vê

Saberei, desconfiado pela TV

Tudo que não saberia por bom aliado

 

Ciência, és e sempre foste minha amiga

De doenças quererei saber

Os corpos amigos proteger

Nem que seja apenas pela palavra sentida

 

Esperem, pessoal, sei que a alguns já guardei lugar ao meu lado

Porém enquanto a minha alma e eu estiver trancado

Viverei como homem enfeitiçado

Por esta vida, de dor, sentimento e cultura

Antologia para escritore ainda não publicados

O meu amigo Miguel Almeida e a Editora Esfera do Caos estão a lançar uma oportunidade aos escritores de talento que tem os seus escritos em blogues e que ainda não foram publicados em livro para entrarem numa antologia com os seus poemas.
Esta antologia é uma colectânea que irá dar acesso aos pequenos e não reconhecidos escritores para que sejam aplaudidos pela primeira vez em grande público. Aqui lanço parte do texto produzido pelo Miguel com as permissões da Antologia.

1. A Colectânea que se pretende realizar é de Autores/Poetas Portugueses Ainda Não Publicados (no plano da poesia, claro está). Do ponto de vista editorial, a vantagem d ser uma «colectânea de autores ainda não publicados» é a originalidade: é que Antologias de autores indiscriminados há muitas, imensas. Da minha parte, a vantagem é a de poder dar voz a muitos amigos/as a quem fui acalentando esperanças de os ajudar, caso me fosse possível/naquilo que me fosse possível, a publicar.

2.  Cada participante poderá participar com 8 poemas (assumindo que cada poema ocupa uma página). A obra final obedecerá à seguinte ratio: 8 poemas por autor = 10 páginas (para além das 8 páginas ocupadas pelos seus poemas serão necessárias mais duas páginas para identificar o autor e para o eventual título da sua antologia). Assim sendo, se atendermos que vamos ter 40 autores a participar (um número que se pretende que seja o limite de participações e que me parece possível de ser atingido), com 8 poemas cada um (= 10 páginas por autor), a obra final ficará com cerca de 400 páginas:

10 x 40 = 400 + 10 = 410 pp.

3. E agora vem a parte menos boa: quem vier a participar nesta Colectânea terá que adquirir uns quantos exemplares da obra publicada, porque, palavra de Editor, os tempos estão muito difíceis. A ideia é dar aos autores ainda não publicados a possibilidade de publicarem com uma editora de primeira linha, que colocará o livro no mercado de uma forma extensiva. Assumindo que teremos 40 autores, então, cada autor deverá adquirir 20 exemplares pelo preço unitário de 10,00€ (preço de autor, acrescido do IVA à taxa de 6%). O Preço de Venda ao Público do livro, assumindo que teremos um livro com 400 páginas, será de aproximadamente 20,00€. Os autores poderão entretanto vender os exemplares que adquirirem ao editor, podendo assim reaver ou até ganhar algum dinheiro, desde que o façam fora do mercado livreiro.
Miguel Almeida – Coordenador do Projecto*
*Ps. Aproveito para dizer antecipadamente que não tenho nada a ver com a "engenharia financeira" do projecto, que será da inteira responsabilidade da Editora Esfera do Caos, com quem de resto será tratada .
 
Pessoal, é oficial, não é brincadeira, se querem aplausos do mundo esta é uma boa hipótese para se maravilharem com o que escrevem e terem orgulho

18 junho 2011

O delírio do hospital

Já pensarão naqueles grandes hospitais
Em que a doença é pior lá do que cá
E temos que estar lá internados
Para curar algo que fica pior a cada minuto que passa

O quarto cheira a amaciador
Mas não é dos bons, que cheira a flores
Este não, Cheira a podre

E temos nós que aguentar o cheiro
Porque todos cheiram assim
É um gás sarim universal e tóxico
Que é saudável para quem lá passa ás férias

Pior
É no final de uma operação a todo o lado
Sentir o cheiro da anestesia
Mas dizem que passa
Pois passa, mas duas semanas depois ainda está como tabaco na pele
Entranhado depois de uma semana ao sabor do contacto com o vento

Hoje, ainda me cheira!
A anestesia de ter sido operado á 5 anos
Porque ela passa mas a memória fica cá dentro
E só me lembro de há uns dias para cá dizer
Ao poderoso e estupido infermeiro
Não quero anestesia!!, e não queria
Mas passado duas horas lá está o cheiro novamente
E eu a chorar como um porco derramado a dizer
Porra, cá está este estrume outra vez

Ma por mim, e só por mim
Não queria injecções, picas, dores
Desgostos poderosos de amores
Que fazem me lembrar maus momentos
Queria viver num corpo cheio de força e sentimentos

E cá está o hospital retratado
Eu, numa maca sentado, anestesiado
E o cheiro de arroto entranhado
Mas como não me posso mexer, nem viver sequer
Vomito para o vomitado
Que me aconchegará por semana e tempo

image
Obrigado Gonçalo, fizeste-me lembrar alguns momentos que passei dentro do hospital, não foi por acaso mas lembrei-me quando me lembrava que estavas lá.
Este poema é também para ti
As melhoras, pequeno Gonçalo

(Poema escrito por acaso sobre algumas lembranças minhas de quando estive internado e fui operado em pequeno, há duas coisas que não esqueci: a anestesia e o cheiro das camas do HSJ, também não me esqueço do soro, mas esse é um mal menor comparado aos outros dois)

O ser que não sou eu

 

Desenhei em tempos um ser

Tão forte e contrastante

Que duvido ser eu mesmo

A falar pelo seu ouvido

 

Sei de um ser

Cuja voz mata á distância

Cuja palavra ignorância

Existe em duplo sentido

 

Ser ou não ser eu

Quantos mais?

Poder navegar por temas desnaturais

Para saber dizer deles o que fui eu

 

Criar, da mais pura palavra, a critica irreversível

O som que um trovão não cala (por ser mau demais)

A fuga a uma juventude infalível

Que se destrói não existindo nunca mais

 

Quem sou eu se não o próprio

Lembrador da critica mais apetecível

Para dar a este ser temível 

Ser inventado pelo ópio

15 junho 2011

Fernando Pessoa, a memória eterna

Homem que fez de si vários
Para que o mundo melhor o entendesse
Lançou-se a si mesmo numa discussão impossível
Para que a sua poesia em si derretesse

Com Caeiro fez-se selvagem
Com campos fez-se espiritista
Ricardo reis essencialista
Consigo fez-se questionador do mundo que é miragem

Fernando que és multi Pessoa
Já que dentro de ti cada alma magoa
Festejais então este tributo
Que morto a portugal serves de herói em bruto

Ser poeta é ser vários sendo um
Ser romântico, critico, excêndrico
Porém assim só existe um
Una PERSONA, autêntico

150 anos passados
Pouca memória, obra eterna
Quis conhecer sua mente efémera
Acabou recordado como um todo

A Fernando Pessoa, que apesar de morto por doença revive em cada cultural essência. A alma que de Portugueses todos fez