28 novembro 2010

O Ser Humano e a pomba

Anda a pomba no céu dos homens
Onde o homem reina, onde se encontra
A pomba, sempre de cabeça ao alto
Dizendo que sim a cada passo inocente

A cada tempo de um sim
Brilha um crime humano
A cada pequeno passo de ave
Um novo ser é formado

O homem quer ser livre na sua força
A ave não conhece portas nem afins
A inteligência e crime humanos é penitência
E ave quando erra não conhece os seus fins

A ave voa até aos limites das suas asas
Nós voamos até ao limiar do nosso ser
O mundo é feito de leis diversas e restritas
Leis essas que a pomba não conhece e só lhe importa viver
Desfrutar cada momento como instintivo e belo
Conhecer o céu pela sua cor azul de ternura
Murmurar cada desejo e tê-lo
Como acto de pura e doce bravura
Saboreando cada prazer

E se o infinito acaba
Nada mais há para ter conhecimento
O homem destrói-se no seu maior instrumento
E a ave mostra a sua beleza

Não conhecendo mais nem sendo animal como vós, pombas
Fico na duvida se tereis inteligência superior
Que dê a mostrar a tudo em redór
Que sois instintivas mas de inteligência selectiva

Vós deixais o homem á deriva
Questionando as leis fatais
Serão as pombas racionais
Capaz de o sentir a cada passo?

Não me importo de comparar
Será o instinto a inteligência
Capaz de dar ao animal a prudência
De continuar sempre vivendo?


02 novembro 2010

Super "EU"

Quando as chamas da minha vida são lançadas pelos outros em mais força
Quando o sentimento que em nós floresce
E nos outros não desaparece
Ao ponto de se tornarem como eu
Eis o super "eu"

Quando a raiva que em mim invade algo
Deixando nos outros um sofralgo
Daquilo que eu senti outrora
Eis o super "eu"

Quando tentamos demonstrar a raiva de alguém
De forma que até a nós nos dói mais e bem
E quando para fugirmos á dor dos outros a trazemos
Como o nosso "bem"
eis o super "eu"

Resumindo, quando outros interpretam a dor que é nossa como se se mutilassem a si por nós é o super eu, basta que para isso percebamos um sentimento expresso num poema e o lancemos da nossa mente com mais força.

01 novembro 2010

Luta Pela Vida ( fight for life)

Onde há vida ,há terra


Onde há sol, há luar

Vida que em pequenos braços se enterra

Morte que não mede seu lugar



Há a força do infinito

Onde se deixaram cair ao sol

O mundo é algo bonito

Para que a vida se perca com o amor de um farol



Ao olharmos a sua luz atentamente

Vemos particulas e faisca

Juntas formam o amor que sentimos

A luz é apenas a sua faisca



E se algo no fim se desenrrola

Algo puro e insólito

A vida apaga o seu lume

Deixando o corpo e um leve vómito