30 dezembro 2011

Fomos conquistados pelos chineses

 

Não adianta agora protestar

Deixamos entrar os nossos compadres chineses

Que como não conhecem outro ouro sem ser Mercedes

Estão cá para nos pôr a trabalhar

 

Primeiro vão conquistando a EDP

Mais tarde fazem estrago no peditório

Chega á presidência um aviso notório

Que para recuperarmos temos que trabalhar

 

E assim…

Deixamos que sejam publicadas leis como na china

Que obrigam á maior produção

Ou se ganha pela vontade fina

Ou não se faz evoluir esta nação

 

Só falta, ironicamente falando

Nos tirarem as mulheres para os fazer procriar

Uma vez que a lei antiga lhes faz faltar

Mulheres chinesas para o desenvolvimento sustentável da espécie

 

Mas, á que dizer

Fomos e vamos ser governados em parte pelos chineses

Fomos permitindo a sua entrada libertando nossas redes

E agora empresa em empresa vão nos limitando

 

Se quereis emigrar, como disse nosso ministro

Vão aproveitando agora

Num ano, se o mundo não acabar

Faremos coisas que por cá não há memória

 

Se quereis padecer

Vejam os novos mouros chegando

Não há D. Afonso Henriques que nos liberte

E vão eles, poderosos, ricos e trabalhadores, conquistando

 

Já vão dando opções para a sua língua

Ser aprendida cá como se fosse grande

Seremos nós, por mais quanto tempo?

Visto que a luta dos novos mouros agora se expande

20 dezembro 2011

Gostava de te conhecer, pai natal


Sabes, pai natal, gostava sinceramente de te conhecer!
Porque afinal não és tu ,pai natal, que dá as prendas
Mas sim outro pai, que se faz de natal, só para gastar o subsidio ao fim do mês
Ou uma mãe, que se faz de natal, só para não ver o filho esganiçar-se de choro
Por isso… Gostava de te conhecer, pai natal,
Para um abraço, para uma granada bem mandada por essas barbas invisíveis
Para um assalto, á mão armada, no teu querido trenó
Para veres que não és preciso como as crianças berram para que venhas
Porque há sempre alguém a gastar a mesada para que não haja choro na igreja
Mas… eu cá penso…
Se há mães e pais a gastar os últimos centavos para uma alegria de um dia
Porque é que ainda se diz que tu existes??
As pessoas ficam mais pobres com essas vigarices
Do que se fosses mesmo real.
As crianças, oh sim, as crianças, são aldrabadas como por pedófilos na rua
Ao achar que um boneco vive no polo norte
Quem lhe dera a ele ter essa sorte
Para gelar á passagem de um esquimó contemporâneo
O mundo num só dia??? Qual mundo??
Diz-se que o pai natal é aventureiro
Mas se faz o mundo num dia inteiro
Onde está esse famoso mundo?, eu não o faço, nem num segundo
Por isso… Deixe-se de atormentar a criançada
Que não dorme, que berra, que desespera
Só para chegar á boa idade
E saber que aquilo pelo que esperou nem existido era

19 dezembro 2011

Para quê votar?

Para quê votar?
Pronunciarmos-nos por quem não se importa
De governar
Por quem vê no governo a porta
De enriquecer
Por quem usa a palavra morta
Para convencer
Porquê votar se entram bebados nos cargos
Pra corrupção
Se o dinheiro lhes nasce de bolsos largos
Por não fazerem um tostão
Para quê nomear quem está vivo?
Quando se vai desejar sua morte
Porque nomeia alguém este povo mendigo?
Que fará jogadas em tom de sorte
Para quê eleições?
Se são forjadas ao tom ilustre do favorecimento
Para quê uniões?
Se é cada um dos partidos que nos levará ao sofrimento
Porquê democracia?
Se nos revoltamos por quem não se interessa
Porque vivemos agarrados a toda a promessa
Basta que diga que Portugal vai melhorar
No meio de tantos porquês fica a história do passado
Agora morto, depois de vivido e saboreado
Não sei agora se é a emigração que nos vai salvar
A pátria vai-se perdendo porque ninguém sabe governar

16 dezembro 2011

Bons velhos tempos

Bons velhos tempos em que não havia ontem
Em que a lenbrança era a vivência do anterior dia
Nós, de consciência vazia
Viviamos então tudo sem perder um momento

Bons velhos tempos, de criançada
Em que cair e chorar era sinal de estar vivo
Viver ao som do perigo
Sem nunca temer muito ou nada

Bons velhos tempos, já passarão??
A lenbrança é eterna companheira
Por muito que agora se ande
Há sentimentos que irão durar a vida inteira

Quizessem os homens que o seu fio da vida voltasse pra trás
Mas nunca volta, há sempre amanhã
Há sempre a presença de novo dia
Que tentará nos apagar bons momentos

A vida é como o sangue
Uma vez lançado não há retorno
Cada nova artéria, novo caminho
Cada nova força, nova parede a delimitar o seu movimento fransinho

Porém, há quem diga,
Que a nossa lenbrança ajuda na nossa contrução
Somos construidos pelos traços
Dos amigos que foram ficando no nosso coração

Bons velhos tempos, de glória
Não partam nunca ,vão ficando,
Mostrai ao homem que recordando
Não há futuro que o destrua

Um grande mestre disse-me uma vez: " SOMOS O QUE SOMOS, CONSTRUIDOS DOS TRAÇOS DO QUE FOMOS... SENDO"
A este e outros mais homens dedico este poema, porque é na lenbrança da sua amizade que agora sou eu.

10 dezembro 2011

Sociedade de dentro e fora


A sociedade está cheia de corruptos
Seres humanos que não deverão á espécie ser chamados
Pois quando tem poder são abruptos
Fazem mal a todos para fazer bem a seu próprios fados

É de odiar esta sociedade
Pessoas que são muito previsíveis
Querem de nós os mesmos niveis
Para que sejamos todos ignorantes e desumanos

Eles querem…
Que copiemos as suas maldades para que não sejam eles os maus
Que não falemos as verdades para que sejamos como calhaus
Que se deixam entre mundos e fundos desencaminhar
Porque a sociedade está em declínio e para isso nos quer levar

Mas não! Eu sou de uma sociedade diferente
Que está por dentro e vê de fora
Que enoja, vomita e ignora
As maldades habituais do ser humano

Sou critico, porque a sociedade deles merece que o seja
Não gosto que me deem tudo em prato limpo
Nunca serei levado pelo instinto
De fazer o mesmo que se vê fazer

Odeio vos sociais seres previsíveis
Formarão uma sociedade de obediência
Uma sociedade que á mínima carência
Lança-se em protesto sem fundamento

Olho de dentro para ver por fora
Não gosto da sociedade em geral
Mas cada ser que em si mora
Tem uma fragilidade fenomenal

Cada riso, cada humildade
Alguns de mais fácil apreciação
Mostram que na outra sociedade
As pessoas só vão porque outros também lá estão

O certo é que fora ou dentro da sociedade
Estou lá e lá fui feito
Podemos odiar a sua forma de reciprocidade
Temos muito a odiar também a nosso respeito

Cada palavra a nós transmitida em criança foi veneno
Mudou ao longo de cada ano que passava
Se já odiávamos os outros por serem diferentes
Odiamos nos agora também porque o mal deles se transplantava

01 dezembro 2011

Oh Porto, grande Porto


Oh Porto, grande Porto, só vitórias
Deixas durante anos teu prazer, de glórias
Nada que passe deixa-te desanimar
Todos os dias a derrota não tem lugar

Oh Porto, grande Porto, teu passado
Repete-se todo o ano, é dourado
Não há como dizer que não somos campeões
Por isso sempre lutamos e por isso somos dragões

Não há modalidade que em ti resista ao poder
Não há personalidade que não goste de vencer
Não há céu, porque o céu não é limite
Cada taça conquistada  faz de cada dragão seu ouvinte

“Ser Porto” é ganhar, arrotar vitória
É lutar para que o nosso nome fique na história
“Ser Porto” é ser tudo, ser alguém
Ser dragão é “Ser Porto”  como ninguém

Por isso em cada jogador depositamos nosso ser
Nossa fúria, nosso choro de alegria
Para que no campo possamos vencer
Juntos, porque ser dragão é ganhar a cada dia

Quem não o é a pensar fica
É arrastado pelo poder da derrota
Que contra o nosso porto é de risota
Porque ninguém pára o dragão que em nosso ar se estica

Temos Dragão pelas montanhas
Por todo o Portugal conquistado
Vibra, com ritmo acelerado
Porque o Porto daqui  nunca mais será derrubado


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O nome diz tudo….