30 agosto 2015

O Mano (irmao) que eu escolhi

O mano que eu escolhi
não é meu mano
Mas escolhi-o não por sê-lo.
mas por ser o mais próximo dum mano de verdade
E querer tê-lo


O mano que eu escolhi
não é meu mano
Mas faz-me vibrar como pessoa
e ele quer fazê-lo


O mano que eu escolhi
não é meu mano
Mas ele precisa de mim
e não sabe dizê-lo


O mano que eu escolhi
não é meu mano,
Mas não há mal em sê-lo
Porque o mano com quem eu vivi não passa de pesadelo


O mano que eu escolhi
não é meu mano
Mas as noites que eu por ele vivi
Ninguém ousaria fazê-lo


O mano que eu escolhi
não é meu mano
Mas de tanto poema que lhe escrevi
só faz bem tê-lo


O mano que eu escolhi
não é meu mano
Mas a genética não dita o coração
só faz bem tê-lo


Não podemos escolher a família
Mas o sentimento pode mudar muito a história
O mano que eu escolhi, esse sim
É tanto como o Porto, a minha glória





Hino a um Meira

Tu, meira, que sabes quem és
Ergue-te da tristeza e sorri
O mundo não está ainda aos teus pés
Mas o teu "Elemento" já eu vi
Para a escola não foste bem destinado

És hoquista desde cedo
Lá és tu próprio, realizado
És um futuro de medo
Ergue-te e dá ao teu nome
O orgulho que outros poderão ter tido

Essa paixão pelo hoquei que consome
A ti e motiva um grande amigo

Não chores, não te enerves, nada temas
O medo de falhares não existe
Foram os outros com essas cenas
Tem medo do futuro que em ti existe

Não, tu és mais do que o medo de outros
Serás, se o quiseres, fundamental
Para evoluir uma modalidade
A ter um poder em Portugal

Porque tu és discípulo de um grande
Com "Ventura " no nome
A veia que te faz triunfante
É seres tu próprio e uniforme

Esquece os nervos, vive o momento
De mais um "Meira" de potencial conhecido
Sê grande, mostra o sentimento
De puder por este "def" ter sentido

No hoquei serás lume dificil de apagar
Na escola o perfume tá gasto, irá pouco durar
Não tentes te enganar sobre quem és
A seleçao nacional está a um degrau dos teus pés

15 agosto 2015

Não me chamem "morto"

Tu, sim tu, não me chames morto
Porque eu ando vivo
Sempre contigo
Só que mais solto

Não tenho corpo pa me prender
Mas vivo em ti, olho por ti
Não tens olhos para me ver
Mas não seria eu nada sem ti

Não me chamem morto
Se vos faz chorar
Façam os outros pensar
Que não morri totalmente

Se és meu filho ou meu neto não desesperes
Enquanto no teu coraçao viver
Cada coisa boa que te acontecer
Será um presente de mim

Não sofras, não ignores quem és
Enquanto eu estiver vivo contigo
Serei teu abrigo
Para te mostrar o mundo aos teus pés
Portanto esquece que eu morri, vive
Serás minha sombra em carne
Por mais que o mundo abane
Estarei por aqui, lembra-te: vivo em ti
(Um poema a um morto, que só quem vive sabe quem é)

04 agosto 2015

O destino chama a verdade

:O destino chama, tramado
Invoca a verdade dos malditos
Impõe aos mentirosos , delitos
Que os deixão fora de si

O meu pai, mentiroso "chama pêgas"
Gastou dinheiro familiar
Agora está-se a queimar
Com 18mil euros de pecado

O meu irmão, ganancioso ,impostor
Viu o seu maior tesouro ser perdido
Atraido pelo rico iludido
Agora anda por espanha furagido 
Para evitar ser detido

E aqueles que pelo bem e verdade sempre lutaram, destinados
A viver as peripécias da vida e desenvolver
Estão por cá, a ser potenciados
Para ser grandes, sobreviver

Diz o destino que a mentira virá á minha porta
Tentar vingar a merda que fez
Tentar ser por uma vez
Aquilo que mentira a vida inteira

Mas será? É injusto pagar por o que outros fizeram
Ser honesto deterá o que outros eram
Não sei até que ponto
Mas a minha vida contada é outro e diferente conto