28 outubro 2025

cai chuva em Portugal

Caí chuva em Portugal 
E há hoje inundações 
O tempo parece correr mal
Mas há quem pague aos montões 

Caí chuva em Portugal 
E hoje é mais um dia
A chuva não quer ser mortal
Mas rouba a alegria 

Caí chuva em Portugal 
E há quem não deva pensar 
O tempo é anormal
E nós, portugueses temos a cobrar

Caí chuva em Portugal 
E que se lixem os lisboetas 
Habituados a tratar mal
E os outros são marionetas



21 outubro 2025

Vencer o medo

O medo
Combate-se em segredo
A dar enredo 
A uma força interior

Ele cresce 
E vai florescendo 
Até em diminuendo
Perder-se no amor

O medo 
É força que dá vantagem
E exibe coragem
De por si só desaparecer

Mostra-se
Mas vai devagarinho 
Sair do nosso interior(zinho)
E faz do Halloween calor

20 outubro 2025

o dia do poeta

Hoje é o dia do poeta 
Onde tudo rola em verso
A glória é certa
Neste universo 

Hoje é dia do poeta 
E dá para celebrar 
Tudo conta história 
Que há sempre alguém a contar

Hoje é dia do poeta 
E viva a poesia
Tudo se alegra com um verso 
A vida demonstra alguma magia

Hoje é dia do poeta 
E bem, é só mais um
A monotonia é correta
E que Deus faça o bem em cada um

Eu tenho paralisia cerebral

Eu tenho paralisia cerebral 
E hoje é normal estar feliz 
Onde nada passa mal
E tudo se diz

Eu tenho paralisia cerebral 
E sinto-me bem
Quando a vida anda
E as coisas pedem bis

Eu tenho paralisia cerebral 
E hoje é um dos meus dias
Tudo vale por normal
E a vida nos faz feliz 

Eu tenho paralisia cerebral 
E vamos celebrar 
Hoje é um dia natural
Para nos homenagear

13 outubro 2025

Um poema a uma Daniela

Tu Dani, faz-te forte
O mundo quer te bem
Mostra que és valente 
Como a vida te tem

Tu Dani, faz-te grande 
Mostra o que vales
És única no mundo 
Nunca te cales

Tu és a força do teu pai 
Sê também agora minha musa
Por muito que sejas grande 
Estás sempre numa vida confusa

Tu Dani, faz-te heroica
És a única que vale no mundo 
Por muito que te sintas estranha 
Sente a tua alma um segundo 

Mostra quem és na solidão 
Chama por ti um bocado 
Terás motivação 
Pra valer sempre mais a todo o lado 

eu peço a paz

Eu peço a paz
Num mundo em guerra
Tudo se faz
Todo o conflito se encerra 

Eu peço a paz
Num mundo bonito
A arma se desfaz
Contempla-se o infinito 

Eu peço a paz
Pra um mundo tranquilo 
Toda a vida se traz
Ama-se até um simples esquilo 

Eu peço a paz
A um mundo confuso 
Toda a gente é fogaz
Num planeta redondo e difuso

Eu peço a paz
Viva-se a união 
Duas guerras por detrás 
Escondem a salvação 

Eu peço a paz 
Vamos nos unir 
Para contrariar a guerra 
O mundo tem que intervir 

E quando chegarmos á paz
Toda a gente quer aplaudir 

Em memória de um antigo marinheiro

Levanta te marinheiro 
Sê cavaleiro 
Do mundo nesta passagem 

Levanta-te marinheiro 
Faz a voz suar
Deixa-te primeiro 

Levanta-te marinheiro 
Sê forte nesta estrada 
Do porto em voz moscada

Levanta-te marinheiro 
Dá me o teu nome 
Mas diz mo por inteiro 
Que valha a queda do pronome

Levanta-te marinheiro 
Dá-me a tua história 
A cantar-te nesta estrada 
Ele veio vindo do nada

09 outubro 2025

A um anjo esquecido

Foge anjo, que foste esquecido
Por detrás da suave muralha
Foste empodrecido
Preparado pra batalha 

Foge anjo, que foste esquecido 
Por seres talvez bom demais 
Não criaste alarido 
Para proteger os mortais 

Foge anjo, que foste esquecido 
Deixa quebrar o teu vento
Serás lá cima um perdido 
Ninguém te dará relento 

Foge anjo, que foste esquecido 
Deixa de coisas e vai embora 
Toda a gente te lembra o sucedido 
És um do povo agora 

Foge anjo, que foste esquecido 
Mostraste ao céu o teu dever
Agora terás ressurgido 
Para por ti vencer 

Foge anjo , que foste esquecido 
Deixarás na Terra a tua marca
Nos céus ser te há pedido
Que percas quem és como comarca