30 julho 2012

E porque não mudar de regime político

´

Democracia, já gasta

Portugal, já desentendido

Pelos estrangeiros da troika governado

Pela verdade arrependido

 

Em tempos recentes relembra-se a glória dos antigos

Do único regime verdadeiramente Português

Daquele que apesar da muita censura e maldade que fez

Colocou um pais agora pobre na glória

 

Mude-se a forma democrática de ver as coisas

Sem que a repressão seja generalizada

Leia-se a história dos antigos conquistadores

Que Portugal fez rasgar de tão glorificada

 

Mudar de regime sem danificar a ligação europeia

Mudar costumes recuperando o glorioso perdido

Já chega de meio pais despedido

E ricos a rir em qualquer estrada

 

Desemprego, só existe se a esse nome for chamado

A vontade dos portugueses de nada fazer

Estar em casa a se entreter

E a esganar a economia a seu agrado

 

Mudar de regime acordaria o medo

Diria a Portugal que ainda há esperança

Libertaria o ser humano do degredo

De querer protestar sem ter na cabeça razão mansa

26 julho 2012

Antes Heróis da Pátria, hoje heróis de si mesmos

 

Portugal, um pais antigamente heroico

Velejador até ao nunca antes visto

Conquistador eufórico

Lutador contra todo o imprevisto

 

Não houvera tormenta que se opusesse

Nem Gigante que o espírito humano semi-divino contrariasse

Toda a nova Vera Cruz soubera

O reino que o novo Brasil agora idolatrasse

 

Em tempos de reis, fomos heroicos

Em tempos de Partidos a heroicidade foi nos lentamente retirada

Agora só se sabe do dinheiro dos mais ricos

E o povo fica imponente,  a pedir a esmola longe de recompensada

 

Os ricos deixam de ser os políticos

Os governantes mandam sem credibilidade

Uns ascendem com currículos críticos

Que fazem valer muita e antiga irresponsabilidade

 

Heróis só mesmo agora os desportistas

Que se desgastam pelo (ir)reconhecimento patriótico de quem manda

Esses sim, especialistas

A lançar glórias a um país que socialmente tresanda

Futebol, o novo ser literário

 

Há quem escreva o que sabe

Por vezes sem saber

Há quem escreva de tudo

O que a alma pode querer

 

O futebol, como desporto é conhecido

Como máquina de memórias soltadas

Porém em tom novo engrandecido

Novas estratégias estão a ser montadas

 

Os adeptos podem elogiar

Mas é pouca a vontade de o ter escrito

´Nova literatura poderá estar a chegar

Com visões do futebol vindas de quem até agora só lhe deu o grito

 

Apenas dois, por agora, os realizadores

De obras pra além das 4 linhas celebradas

Novo prestigio se podem esperar os senhores

Cujas carreiras estarão no máximo glorificadas

 

Quem eles são, espere-se para ver

As obras que gregos e novos troianos lhes concederam

Por agora, fica o apetite de saber

Que novas táticas e novas vontades ao futebol trouxeram

04 julho 2012

É moche A junho

 

É moche a Junho

Este mês insano e inacabado

Que por ser eu também um felizardo

Queria vê-lo no fim

 

É moche!!! A este Junho idiota

Que tem tido muito que celebrar nos últimos anos

Nós, que por vontade de além- mar nascidos aqui

Fomos evoluindo ao ver repetir estes 30 dias tiranos

 

É neste mês que tudo parece não acabar

Que há exames em dias não propícios

Que há malabarismos inventicios

Para se então tentar passar

 

É moche porque é neste mês que tudo acaba

As aulas pra quem não tem universidade findam

A vontade em si é escrava

De quem o trabalho e os exames não nos determinam

Doença

 

Estar doente é não estar bem

É estar fraco, ressentido

Do corpo ou da alma deteriorado

A vida sente-se a perder sentido

 

Quanto mais grave o problema menos força nos é dada

Mais fraco e frágil vamos ficando

Mais curta parece ser a nossa estrada

 

Não há que desistir, a família supera tudo

Não há que ter medo, a vida não acaba

Há que passar cada minuto de problema

Como se a vida pela garra fosse nossa escrava

 

Estar doente pode para uns também ser vantagem

Para fugir deliberadamente a problemas

Deixar a fraqueza cobrar os dilemas

De um trabalho que não agrada

 

Mas doente é ser o que não somos por pouco tempo

Viver escravo de dores corporais

Ingerir por vezes drogas em doses semi-letais

Para curar os nossos desfazeres

03 julho 2012

Somos governados por trolhas universitários

 

Políticos, aquela classe que ninguém gosta

É baseada em trolhas que souberam se escapar

Foram faltando ás aulas para se mostrar

E agora são eles que nos ensinam???

 

São tudo trolhas que nem o universitário tem feito

Salvo algumas exceções

Mas esses não sobem porque tem respeito

E perdem lutas com homens que só sabem ser ladrões

 

Primeiro o caso Sócrates que tirou licenciatura sabe-se lá como

Agora o Relvas sabe-se que é gaiteiro

Estamos num pais cheio de palheiro

E depois nem o dinheiro sabe-se usar

 

Vem o dinheiro e gasta-se em barcos

O que depois com muito esforço sobrou gasta-se em aviões

Nós, povo, ensinados a poupar em tempos difíceis

Eles sacanas, não podem vê-lo que fazem dividas a cada mil tostões

 

Portugal??? 4 Bolas d Ouro diria o Mourinho

Portugal, o melhor pais para emigrar diria eu

O povo aprende-se poupadinho

A política faz de qualquer homem pior que qualquer terra onde ele nasceu