25 janeiro 2012

Estudar com a alma

 

O mundo perplexo prende-nos ao ensino

Até ao secundário em verso

O ser humano tem que lutar

Para deixar de ser menino

 

A luta configurada

Manda tudo ao ar

Há homens que nem por nada

Conseguem da boa matéria aproveitar

 

Concordo então, um novo incentivo

Estudar com a alma

Focar a coragem, o sentimento puro

Na vontade de ser grande

 

Para isso as palavras certas tem que ser ditas

O “coração” tem que ser acarinhado

Não se estuda as coisas pelo gosto

Estuda-se pelo carinho de um objectivo ao som da alma interessado

 

Não há pessoas sem futuro

Há pessoas sem conhecer o coração

Dar a alguém o sentir puro

De que contamos com eles não interessa o que depois farão

 

Já dizia o pessoa

“O sonho comanda a realidade”

O coração, o futuro

O corpo deriva como prisão ao obscuro querer do mundo

 

Para que é que se sente

Se se tem que estudar

Junta-se o orgulho a um coração deprimente

E se o sentimento prevalecer o corpo saberá como nos alegrar

 

Não é preciso choro mas força

Não é preciso desistência mas duplo objectivo

Se estudar fosse por si um incentivo

A diferença “burros” vs “espertos” seria acentuada

 

O que faz de um homem inteligente

Não deve ser só a razão

A mais pura e inconsciente esperteza

Começa sempre vinda do coração

 

Ai todo o homem cria mundos

Todo o homem diverge o seu saber

Para obras que ele próprio gosta

Ou para modalidades de inteligência que tem que conhecer

 

Não se faz do coração um homem

Para isso ele é auxiliado

Aquele ser que pela inteligência nunca é derrotado

Pode ter fraquezas que nunca pelo bem aparecem

22 janeiro 2012

A economia sente-se má

 

A economia sente-se má

Até ao mais rico do pais

Impostos saltam, o IVA está

Predominante nos olhos de quem queria ser feliz

 

Os preços aumentam

Mas concordo que aumente mais a impossibilidade de os pagar

Porque com a mente humana a dominar

Não há dinheiro que chegue para um fim de semana

 

Ora agora, aqueles que pelo dinheiro se sentiram abençoados

Sentem a queda dos seus telhados

Porque não estão para poupar

A vida ao longo dos tempos apenas os ensinou a roubar e aldrabar

 

E aqueles que foram pelo dinheiro apodrecendo

Melhoram a sua estratégia de vida

Apostam na poupança de qualquer migalha colorida

Na confiança de que tudo há de passar

 

Não creio que o mundo acabe com o imposto em alta

Terá que ser implicado a baixar

Mas a alma dos ricos, da ribalta

É podre que chegue para não os, com o andar dos tempos, poupar

 

O dinheiro cresce nas mãos dos devedores

A ganância ganha peso fundo

No parlamento, os controladores

Desatinam como os mortos no submundo

 

Lança-se debates pelo dinheiro controlados

Que ninguém sabe quanto dinheiro têm

Juntos á mesa, libertados

Contrariam o que disseram e não dão nada a ninguém

14 janeiro 2012

Portugal perde por não saber


Portugal perde por não saber
As maravilhas do mundo que escondidas tem
Perde, por fraqueza, de não ver
A arte que dos jovens sai e das almas vem

Portugal perde por sem querer fechar os olhos
Ás manifestações claras da poesia
Deixar que a fama de outros suba á cabeça
E a dos grandes jovens se queira vazia

‘Somos poetas á luz do povo
Que pela educação vamos sendo cristalizados
Somos jovens do mundo novo
Que pela cultura e pelo país estamos interessados

Somos o canto perdido de alguém cuja alma não cantou
Somos a terra portuguesa do triunfo
Que pelo poder educativo se formou
Deixando porém em aberto o seu trunfo’

Portugal é a máscara de um pais
Que vê as estrelas plantadas na terra
Esquecendo que no céu
As estrelas que não são da terra germinam e querem ser ouvidas

Portugal perde então, pela poesia
Deixada ao rasto pelas editoras que não a querem publicar
Recuperada pelas mãos daqueles
Que conseguem ver ouro em cada olhar

12 janeiro 2012

Filipe


Pelos olhos de criança
Há um rapaz inocente
Que apesar de nas aulas não se dar muito bem
Fora é um menino decente

Mostras na alma o que o corpo não diz
Queres ser protegido e ensinado
Precisas de apoio, mental e feliz
Para estares encaminhado

Gostas do carinho de quem por ti faz tudo
Vales o que o teu sentido alegre a todos diz
És mais esperto do que pensas
Só precisas de ajuda para seres forte e feliz

E sabes, mostras ser de qualidade
Mostras que vais dominar quando cresceres
Quero que faças o teu melhor na vida
Para o meu carinho e amizade mereceres

És tu, o Filipe que comanda o coração
Pela vontade temível de se querer mostrar
Que se quiser ter uma boa amizade
Só precisa de ser revelar

És um miúdo que se não fosse a escola seria grande
Pelo simples facto de ter amigos
Mas precisas bem de estudar
E merecer os nossos incentivos


10 janeiro 2012

Quem somos nós, Portugueses?


Nós somos aquele povo mandado emigrar
Quando a vontade de resistência a crise dos políticos já tinha ido embora
Somos o povo cansado de falar
Quando a tentativa de recuperação do pais nos parece medidas sem melhora

Falam-se dois anos intensamente em crise
Quando se passarão centenas a falar em gastar dinheiro
Políticos, oh, que vigarice
São os homens que transformam este pais num teso mealheiro

Povo, oh, tanta inocência!
Capaz de lançar bocas pra rua por tudo e por nada
Comunicação social, oh, tanta indecência!
Capaz de destruir a alma de um povo com uma voz manipulada

Ser português é ser ladrão no puro do seu ser
Se não se rouba pelo banco, faz-se pela mentalidade
Ao dar ao povo tanta irresponsabilidade
Esquece-se aquela que estão contidos todos os que tem poder

É de fartar, digo, estou farto
Não há cultura que mereça ser enaltecida
No meio de tão fraca mente em boa vida
O nosso salário é uma porcaria comparado com o do resto do europeu mundo

07 janeiro 2012

Deixemos este novo ano entrar

 

Novo ano, nova porta, novo sentimento

Tudo retorna a um passado vivido de presente renascimento

Que ao tentar renascer morre e novamente regressa

Para dar ao homem novo povo, novo ser, novo falhanço de promessa

 

Assim é vivido o novo ano num pais

Regado pela mão do sacrifício

Estragado pelo poder republicano

Que mais parece um duplo poder régio de diferente oficio

 

Novo ano entra, novas pessoas saem

Sagradas pela força da idade

Que já nada podem fazer contra a biologia

Que faz morrer sem que sua vontade o possa retroceder

 

Novo ano nova promessa forjada a frio

Sentimento podre da economia decadentista

Que passado o ano anterior malabarista

Deixa agora que o pior do mundo a nós retorne

 

Assim se faz um ano que é mais mudança de calendário

Que outra coisa propriamente dita

Que faz de cada ser trabalhador e social operário

Uma pessoa cada vez mais aflita

 

Mas há ricos que nem o vêm

Só se for pela conta de impostos renovada

Estes senhores que fazem a estrada

Fazem do próprio povo seu alento

 

Por estas e por outras

Deixai este novo ano entrar

Uma vez que o calendário vai mudar

Pode ser que não piore o nosso (des) contentamento