29 maio 2011

O gado Humano

 

Somos gado quando a biologia é maior que a razão

Quando nos deixamos dominar pela pulsão

Na violência com os outros animais

Quando são reativados os nossos instintos pré- carnais

 

Nós somos Gado

Quando deixamos uma guerra á pancada

Quando batemos em alguém do meio do nada

Quando a fúria é maior que o coração

Quando amamos com a espada e sem perdão

 

Nós gado somos a viver

Pobres se não tivermos que comer

Somos gado infernal com razão

Quando rasgamos outro animal sem fiel missão

 

Que fazer a este humano

Se a vontade é mais forte

A razão dá o seu corte

Para actos felidais?

 

cats

Oh yeah, Politica por um CANUDO!

 

Acho emocionante, perplexo talvez

Como se faz política por um canudo

Ouvindo a voz de um português

A falar para não perceber nem um miúdo

 

Passo por uma sede de campanha e lá está

O canudo mais alto que o homem

Tentando transmitir para o homem

O que o surdo não ouve nem quer saber

 

É bestial, electrizante

Saber que os canudos tem voz

O político fala por todos nós

Porém só mesmo eles é que percebem

 

Raios me parta o canudo

Metam-no em sinfonia

Já que a política dá azia

Para quê falar por um holofote??

 

Mas é bom, é a sociedade no melhor termo

Já que mal se vê bem o estafermo

Falar pelo canudo é revolução

Superior á própria ideologia da razão

 

Ninguém se vê

A voz consome o tenro ar

Não deixa o humano sequer sonhar

Para acreditar no que ali se lê

26 maio 2011

Portugal conhece mas não vota

 

Políticos portugueses, quereis vós governar?

Lançai as verdades ao de cima

Deixai de mentir, aldrabar

Para que fiquemos de bom clima, para votar

 

Agora que o FMI tem cá a sua marca

Devereis deixar os contra-interesses

Dizer que alguns portugueses

Não deveriam receber o que recebem

 

Será tempo duro, não têm força nenhuma

Não conseguireis calar a voz da pluma

Pois sois falsários como bandidos do poder

As eleições ajudarão a que o povo vos mande cozer

 

Se não, vejais as contabilizações de indecisos e abstidos

Se fossem bons partidos e pelo bem comum lutassem

Não precisavam que vos clamassem

De partidos leais, despedidos

 

Ser a voz da terra já não chega

Há que viver de pernas ao mar

Só assim Portugal poderá pensar

Que é bom ter decidido

 

E o povo pah

22 maio 2011

O meu ser vai á rua

 

O meu ser vai á rua

Sem palavras cantadas

Voz tenebrosa e crua

Armas apenas faladas

 

O meu ser vai á rua

Com o protesto na mão

Nenhum ser fardado me fura

Não andarei de espingarda na mão

 

O meu ser vai á rua

Sedento, fogaz

Poesia esta  pura

Que a fúria me faz

 

Fúria do Mundo, fúria do homem

Fúria de um pais pequenino

O meu ser foi á rua

Fartado do bom gosto citadino

 

Não irei ao exército

É mau demais

Deitado sobre qualquer alma pura

Serei adulto por hoje ou mais… (sabe-se lá o que o tempo faz)

18 maio 2011

Estou Podre, um poema de riso

 

Sentado sabe-se lá como

No altar dos inocentes

Vi-me a filosofar piaget

Pelas redes intermitentes

 

Já se abria o meu cúmulo

Já sentia a nascer

O poder da psicologia humana

Que naquele introspectivo lugar fui dizer

 

Nem meia hora passara

E tive que recordar

Uma psicologia rara

Que sem ter cabeça no sitio me vi a recordar

 

É estando podre que estou rico

Conhecendo tudo a meu redór

Sei que por não ser um perito

A psicologia humana atingiu esplêndor

 

(Querem se rir, riam-se agora que eu deixo)

13 maio 2011

Canta-me passarinho

 

Este poema retrata a história de um homem sonhador que ao morrer tinha um sonho, e este sonho virou um pedido quando este homem morre a céu aberto e vê um passarinho antes da morte a voar, assim lhe recitou:

 

Canta-me passarinho

Deixa-me nascer como tu

Viver á luz dos astros

Ser vivo vivendo nu

 

Agora mais um capítulo encerra

Estou farto de ser homem

Sentir o chão que me ferra

Sentir os seres que me comem

 

Lá no fundo sei bem

Que a alma não morrerá

Deixa-me tu, ser passarinho

Deixo que sejas papá

 

Homem morto

não é mais lembrança

Passarinho é em todo o seu ser

Criador de forte esperança

Que outrora no mundo fará viver

 

Estou morto, inválido pela terra

Preso a um futuro passado

Deixa-me voar, passarinho

Sentir o prazer de ser alado

 

E se houver quem não me entenda

Serei por todo eu próprio

Deixado no ar sem emenda

Livre como se fora mórbido

 

O que será que o passarinho pensara e fizera???

Deixo primeiro que me digam

 

passarinho

11 maio 2011

The shake of one city

 

One day a profet said

The earth in Rome will shake one time

In 10th of may 2011 the blame

Is gonna to destroy the whole city until next sunshine

 

Magic maded between this words

Make now earth city rome shake

Not because a profetic situation works

But because the scary of it in rome made

 

One city will shake when it has to be

Persons are scared with a sample profecy

When an earthquake have to happen it dont say hello

This throw the people to the floor without have geological snow (earthquake)

 

They evacuate the houses in the perfect floor

Rome can wait the end but no today, so sure

 

(A profecy fall) poem

07 maio 2011

Mais não sou que um grão de areia

 

Até o mais pequeno poeta é

Um grão de areia aos olhos do mundo

Destinado a procurar até

O verso suave dum mal profundo

 

O que diferencia um poeta

Do resto da população

É a forma quase certa

Que o vento tem de levantar o dom

 

Definiria como poeta

Todo aquele que o mundo consegue agitar

Destacaria se profeta

Se o próprio falasse e o mundo temesse escutar

 

Eis o poder forte da maresia

Que até o mais leve grão consegue arrastar

Tudo o resto,porcaria, deixai o homem sonhar

06 maio 2011

Ganha-se o mar, perde-se a terra

 

Ganha-se o mar,perde-se a terra

Entramos numa desigualdade social

Os ricos comem de toda e qualquer fera

Os pobres vivem a pão feito do seu suor carnal

 

Ganha-se o mar

Perde-se a esperança

De ser como os outro são

Num pais em que o dinheiro faz a pansa

O rico faz festa, o pobre limpa o chão

 

Ser pobre é ter dinheiro

Para honrar a própria humildade

Ser rico é viver cheio de poder

De uma próspera sociedade

 

Olha-se para uma cerimónia

Enquanto o probre cospe para o vento

O rico enbeleza o seu sustento

Para ali na descarada bem passar

 

Poema escrito para uma apresentação de umas páginas do memorial do convento, eu como tenho sempre a ideia de personalizar as coisas com os meus dotes colocarei este no trabalho