30 agosto 2025

A um ser iluminado


Quem és tu?, pobre coitado 
Que chegas onde ninguém tinha chegado 
Onde tu vales por cada oitavo
Que existe a cada bocado 

Que caraças foi feito da vida?
Deste á iluminação importância 
Que não te dá nova fragrância 
Mas que vale na pós ida 

Quem és tu que iluminas porque alguém te indicou ?
Que fazes o mundo girar porque alguém te contou
Que vales o valor de ti sozinho 
Que te juntas aos poucos que há no divino 

Iluminação não sai nem pode ser imposta
Iluminação não cai nem vale bosta
És um ser entre o grande numerado
Que ninguém sabe como lá terá chegado 




A um Buda

A um Buda 
Um ser elevado 
Que ajuda 
Foi digno de mestrado 
Para aqueles que acuda 
É somente um ser destacado
Que nos fornece um idolatrado
Que nós chamamos Buda 

A um Buda 
Que merece estar no alto
Que nunca pisou o asfalto 
Que pela Terra andou descalço 
Foi digno de um percalço 
Somente um Buda 

Tu, Buda
Que chegaste onde ninguém ousa chegar 
Foste único a marcar lugar 
Onde o plano búdico tem o teu nome 
Pra te idolatrar 

A um Buda 
Que se espere que sonhe alto 
Que desenhou em vida o seu mar alto 
Que aos budistas dá guarida 
Só Deus merece a tua vida 
És um Buda e não há saída 

29 agosto 2025

Em memória de um príncipe

Tu, caro príncipe 
Foste trajado
Porém na vida dura
Foste iluminado 

Tu , caro príncipe 
Tiveste que mostrar valor 
Decidiste sozinho 
Desenvolveres-te  e seres promissor 

Tu, caro príncipe 
Mostraste quem és em vivo 
Agora és Buda
A espiritualidade é o teu incentivo 

Tu, caro príncipe 
Chegaste lá acima 
Onde toda a gente ousa chegar 
Pela lamparina 

Tu, caro príncipe 
Só tu sabes quem és
O mundo faz te honras
Mas quando alguém se curva a teus pés
Mostras ser mais humilde do que muitos zés

26 agosto 2025

uma pomba no café

Uma pomba entra no café 
E faz do seu andar nova graça
Sem se perder , pensa de pé
Ao ouvir os humanos na desgraça 

Uma pomba no café 
Faz do seu andar nova atenção 
Enquanto o mundo a vê 
Acontece um barulhão

A pomba entra no café 
Fazendo ar de curiosidade 
O ser humano pouco a vê 
Não interessa dar notoriedade 

A pomba entrou no café 
E eu reflito sozinho 
Pouco interessa quem a vê 
Estamos os dois no nosso cantinho 
Ora caminha, passarinho 

25 agosto 2025

cada maço, cada droga

Cada maço, cada droga 
Ignoram-se os avisos de morte
A luz vai desvanecendo, alguém se afoga 
Os pulmões ficam aberrantes 

Cada maço, cada droga 
Há gente que não sabe quando parar
A dor não passa , ninguém se interroga 
Sobre o preto que os pulmões vão ficar 

Cada maço, cada droga 
Há cada vez quem mais consuma
O tabaco muda, a dor interroga
Se vale a pena pensar na droga
Para desanuviar 

Cada maço, cada droga
Para alguns é só mais um cigarrinho
A vida corre, alguém se afoga 
Por pensar que a simples droga
Faz o tempo nunca mais passar

Á bem merecida Areosa

Areosa, teu nome respira 
Algo novo a cada dia
No seu ar transpira 
Alguma melancolia 

Areosa, teu nome invoca
Paz e solidariedade 
Se há animais saltam da toca
Ao saber a tua idade

Areosa, teu nome grita 
Para ser entendido 
Nosso coração transita
Para viver do teu ouvido 

Areosa, teu nome ecoa
Nos teus honrosos navegantes 
A ouvir o som até magoa
Estares bonita como dantes 

poema a um amigo invisível (nos tempos do COVID 19)

Tu, covid, que nos limitas liberdades
Pensa bem no que fizeste 
O ser humano tem as suas reciprocidades
Que interrompeste

Tu, covid, que tão celebremente te mutas
E que promoves a evolução 
Deixa de contribuir para os mortos 
Pois já chega de solidão 

É digno que podes nos infetar
Com isso está-se bem, desenvolvemos
Fazer um país se curvar de tanto inocente matar
Não fazia parte dos termos 

Bem, COVID, estafermo
Haja quem te dê paz
Pois o nosso mundo é demasiado erno
E mal te encontrarás 

Chama se outono

Chama-se outono 
O tempo que as folhas caem 
Ao abandono 
Sobressaem 
Sem pedir dono 

Chama-se outono 
O tempo indeciso 
Ao luar
O beijo de narciso 
A pensar regressar 
Ao olhar indeciso 
De ver o tempo passar

Chama-se outono 
Ao tempo que quebra a maresia
Ao vento que move porcaria 
Às folhas que viram colorado amarelo
De tão ritual e tão belo

Chama-se outono 
Ao tempo frio e incerto
Ao ar que ama de perto
Ao pensamento frio e preocupado 
De tão só e em mal estado
Que nunca se prevê ao certo

A um cão abandonado

Cão! 
Por cada Au! Que lances
Eu choro por ti
Por cada chão que pises
A tua alma não esqueci
Por cada dono que tenhas 
Deixas me a desejar
O melhor de ti

Cão,
Por cada sonho perdido 
O mundo não te merece 
Por cada latido
Só Deus ouve e não esquece
Por cada pata estendida
Deixas-me a pensar 
Por cada vida perdida
O teu mundo queres mostrar 

Cão, 
Faz-te homem da próxima vez para entender 
O ser humano é sacana muitas vezes sem saber
O mundo é vosso e agradeço a companhia 
Tu não merecidas tristeza
Mas não mostraste a tua magia

24 agosto 2025

quero comer (homenagem aos famintos de Gaza

Quero comer!
Sinto me fraco
A emagrecer 
Como num buraco 
Sem ter que fazer 
A olhar para o caco
 Da minha vida a ser
Pobre 

Quero comer!
Sinto-me homem 
Com fraqueza de ser
Meus órgãos se consomem 
Pra sobreviver 
Meu olhar só muda
Para pedir ajuda 
Pra não morrer

Quero viver
Sinto-me pobre 
Sem ter o que comer 
Meu sorriso mostra
A minha pobreza imposta
Sem puder escolher 

Estou em Gaza
Onde a pobreza passa de casa em casa
Onde não há nem um pacote de massa
Onde a minha vida se torna raza
Onde o infinito é incerto e a luta passa

23 agosto 2025

A 2 suaves curandeiros

A dois curandeiros 
Caminhantes e felizes
Do bem mosqueteiros 
De conhecidos narizes

A dois curandeiros 
Sempre no bem fazer
Bons por inteiros 
Á espera de ser chamados para o dever

A dois curandeiros 
Protetores dos que ajudam 
Em tons verde matreiros 
Á espera que nos acudam

A dois curandeiros 
Semelhantes e fugazes 
Sempre aventureiros 
De muitas curas capazes



A um honroso Miguel

A um honroso Miguel 
Que nos protege 
Guardião fiel 
Que a luz nunca esquece 

A um honroso Miguel 
Nosso protetor 
Que a luz vive nele
Com esplendor 

A ti, Miguel 
Dou esta espada 
Por te mostrares honrado
De nos ajudares nesta caminhada 

Só tu, Miguel 
Vales esta honra
És protetor subtil
De almas nesta montra

A um honroso Miguel 
Só ele e nós cá sabemos 
Mantêm te fiel 
Da luz que merecemos 

21 agosto 2025

Será o Céu um Lugar estrelado?

 Será o céu um lugar estrelado?

Que convida á reflexão

Será que sou digno de convidado

A tudo o que mereço sem interrupção


Será o céu um lugar estrelado

Que incita a Maresia

Sou iluminado

E até ver tenho alegria

De ser mais um que me prestigia


Será o céu um lugar estrelado?

Viverei tudo intensamente

Por na Terra parecer um coitado

Depois de ter Iluminado

Serei o que sou e quero estar contente


Será o Céu um lugar estrelado

Um dia saberei nobre resposta

Depois de tanto ter tentado

Viverei Iluminado

Tentando dar a esta vida Finalidade posta

No Céu há um lugar

 No céu há um lugar

Onde a espiritualidade não cessa

Onde ao chegar

Toda a Aventura Começa


No céu há um lugar

Onde não se perde a aventura

Quando se pensa em voar

Nem o trabalho nos segura


No céu há um lugar

Onde a vida não tem fim

Quando lá chegar

A vida vai ser nova pra mim


No céu há um lugar

Onde eu estou e pertenço

Sendo o Ultimo a lá chegar

Escrevo o meu nome por extenso


No céu há um lugar

Onde somos 144000

Se tudo resultar

E eu adorar

Ainda bem que não deitei o pernil


No céu há um lugar

Que seja viva a esperança

Ser o ultimo a iluminar

Vai me dar boa aventurança



13 agosto 2025

há fogo no ar

Há fogo no ar
Que aquece, devagar 
Que queima sem cessar
Tudo a clarear 

Há fogo no ar
Que queima devagarinho 
Que se perde com jeitinho 
Que se faz lembrar 

Há fogo no ar
Que arde, aparece 
Que de tanto queimar não se esquece
Que problemas está a dar

Há fogo no ar
Este é o meu apoio aos bombeiros 
Que de tanto lutar são cavaleiros 
E que em Portugal se vão lembrar