29 junho 2025

eu rio me de mansinho

Eu rio me de mansinho 
Sem pensar em rir
Olho-me devagarinho 
A querer onde fugir

Eu rio-me de mansinho 
Sem ostentação 
Vivo bem calminho
A olhar pelo dia com emoção 

Eu rio-me de mansinho 
A olhar para o mundo
Estou deveras divertido 
Com o que aqui acontece num segundo 

Eu rio-me de mansinho 
Com a cara lavada 
Faço no meu cantinho 
O que outros fazem, nada!

Eu rio-me de mansinho 
Com orgulho no olhar
Tudo no mundo está uma merda 
E Portugal faz o que sabe, olhar!

16 junho 2025

Em tempo de guerra

Em tempo de guerra 
Toda a granada faz falta 
Todo o mal se desenterra 
Toda a gente se sobressalta 

Em tempo de guerra 
Reina a incerteza 
Onde cairá o próximo míssil ?
Onde é que a terra perderá a sua beleza ?

Em tempo de guerra 
Toda a gente procura ajudar
Metem-se no bunker
Para a morte não lhes chegar

Em tempo de guerra 
Toda a conquista se notícia 
Humanos perdem a vida
Por cada arma que se esvazia

Em tempo de guerra 
E mais um ataque iraniano! 
Cidades são bombardeadas 
Para dar a Israel novo ar humano

Em tempo de guerra 
Há canais de televisão inundados 
Não se fala de outra coisa 
Os nossos idosos sofrem, coitados!

Em tempo de guerra 
Felizmente há Portugal 
Que de tudo sabe e nada se mete
Para se ver tudo de longe e mal



12 junho 2025

Em memória dos passageiros do avião que caiu

Caiu um avião dizem os jornais 
Era a hora marcada
Dos mais de 200 não há mais 
Sarilhos nesta encruzilhada 

Maiday disse o piloto em medo
Já previa esta trapalhada 
Um único sobrevivente disto
E o avião acaba de forma incendiada 

Perderam-se pessoas sem culpa
E alguém desejando culpa alheia 
Um avião a menos no radar
E pelo menos 7 portugueses mortos na teia

Era uma vez um avião 
Que tinha Londres como destino 
Acaba-se assim a navegação 
Que se perde assim muito figurino 

03 junho 2025

Levei uma injeção

Levei uma pica
E não doeu
Ficou protegido 
Pra não pensar nisso mais eu

Levei uma pica 
Que sensação 
Senti-me tão mal
Que perdi a noção 

Levei uma pica
Que infelicidade 
A minha saúde salpica
De realidade 

01 junho 2025

Em memória de um anjo

Tu, anjo, diz-me 
Como é viver no céu ?
Onde o tempo nunca pára
Onde cada momento é teu

Diz-me por favor
Quem manda aí?, para ter a quem chamar
Se os humanos se portarem mal
Se esta guerra não acabar 

Tu, anjo, conta-me
É bonito o céu visto de cima?
Onde a maldade dos humanos acaba 
Onde a bondade se ensina 

Tu, anjo , conta mais
Haverá futuro pra Terra depois disto?
Onde cada humano luta por si
Sem que Deus meta a mão nisto

Tu anjo, como aí chegaste?
Tiveste que sofrer provações 
Ou só te perdoaste
Dos erros teus e contradições?

Tu anjo, pareces inalcançável 
Por onde posso te abraçar 
Sem que o mundo desejável 
Nos possa desafiar 

Anjo, tu que vens á Terra quando calha 
Dá-me um segredo 
Para quando te invocar
Os humanos possam não ter medo

Eu luto pela paz

Eu luto pela paz
Que palavra bonita 
Onde a guerra se faz
De conversa aflita 

Eu luto pela paz
No meio da guerra 
Onde a vitória se traz
Onde a granada se encerra 

Eu luto pela paz
Já chega de conflito
De toda a guerra se faz 
Final infinito 

É na verdadeira paz
Que funciona o meu grito
Só na conversa se faz
O bem neste mundo maldito