29 outubro 2012

A menina da venezuela

Onde os ares da venezuela cantam
E a formusura mantem-se calma
Os olhos por vezes espantam
A inteligência daquela alma

Pequena de tamanho médio
Sorridente como nunca se tem
Vaidosa que no seu génio
Todos entretem

Nos momentos de saber, escreve
Com lápiz tão pequeno e subtil
Que só o mar não se atreve
De saber o que se escreve
Com velocidade vil

Nos momentos de calma, fala
Preparada para se rir
No meio que temos pouco estala
Porque o sotaque latino intercala

E consegue ao falar fazer alguns divertir
É o "protocuolo" laboratorial
E o "não sei como se diz"
Que fazem (entre outras coisas) dela
Uma colega e boa amiga fixe e feliz

Seja ou não abençoada
Pelo "koromoto" no seu nome
No fim não se perde nada
Porque o nome de uma santa louvada
Não faz de alguém seu icone

28 outubro 2012

Oh sim

Não são só os gemidos "oh sim" que fazem orgasmo
Também a dor de ter que dise-lo
Provoca um entretanto espasmo
De vê-lo

Haja flecha que em alvo não gema
Haja sangue que não goste de se derramar
Haja alma que por muito pequena
Se torna grande grande ao espremiar

"oh sim" dizem elas, crl
Há um bom gosto servido
Capaz de estar facilitado
Por a promessa de um prazer cumprido

Não é bom o "oh sim" quente da madrugada aberta?
Que se arrasta, que se embebeda em prazer
Que se abre de forma irrequieta
Tal como um sol a florescer

14 outubro 2012

Manifestação aos direitos

Eu sou manifestante,
Falo para quem não quer ouvir
A crise é sufocante
Ai Jesus, não há dinheiro a vir!

Idiota o homem que pelo dinheiro em falta usa a palavra
Para que oiçam e o impeçam de agir
Já que o ser humano só fala
O nobre politico tem que se divertir, ou será que não??

Bom o homem que carece de palavra
E faz de si próprio o julgamento
Já que não há maior sustento
O que seria da democracia
Se não fossem armas de bombardeamento

Faça-se justiça como a antiguidade
Nada irá parar a vontade do povo
Que apareça então regime e pessoal novo
Porque esta democracia já está fora do juizo de quem cá canta

Resolvam-se os problemas
Porque a troika não é vírus do mato
É um alerta em tom sensato
Que muita asneira é feita no governo

E entendam-se porque não é a falar alto que se vai ao céu
Cai-se no descontentamento de quem já o sabe
Não é a gritar que o  mundo é teu
Que farás com que o dinheiro que não tens te ressalte

02 outubro 2012

Somos os "tugas"

Insignificantes numa crise
Sem o maximo significado
Fala baratos num regime
Já por anos detriorado

Sacrificados pelas mentes
Dos que a si próprios não se sacrificam
Mostram-se descontentes
Mas com o salário que recebem não o exemplificam

Nos sitios mais "porreiros"
Preferem falar a agir
Sentem-se portugueses verdadeiros
Porque do passado tentam fugir
Mas tudo s aproxima de regredir