02 julho 2010

Poema: Portugal dos pequeninos

Após a morte de Saramago
Entramos no mundo dos meninos
Não há heróis grandes ou escritores que se propaguem
É o portugal dos pequeninos

Grandes obras são porém lenbradas
De escritores que outrora já viveram
Pessoas porém são marcadas
Com os amigos grandes que sempre tiveram

Morre Saramago Portugal apodrece
De tanto escritor á espera de ser estrelado
A cultura literária é deixada ao agrado
Daquele cujas obras já se foram

É preciso melhorar a literatura
Elevar os pequenos á bravura
Daqueles heróis e escritores que por nós lutaram
Para grandes obras portuguesas nas mãos levaram

Temo que não haja quem
Poderoso ou zé ninguém
Que evolua este pais de modo nunca esqueçido
Que deixe de ser pequeno, constrangido
Para mostrar-se como alguém
Que saiba fazer o bem
A este Portugal adormecido

Portugal, não tardaremos
A lançar para ti os remos
De evolução que na mente temos
Para levarmos esta pátria aos poderes como sempre ti tivémos

Portugal dos Pequeninos
Cheio de escritores citadinos
Capazes de com um só olhar
Levantar a cultura dos meninos


- Este poema foi feito seguindo uma ideia minha de que estamos no Portugal dos Pequeninos a nível literário desde a morte do José Saramago, isto porque na literatura portuguesa temos falta de heróis como antigamente, apenas há pequenos heróis nas suas profissões.
Isto também porque se repararem bem temos pequenos escritores que não conseguem ascender culturalmente como Saramago e outros, o que deixa o nosso pais um pouco fraco em "estrelas" das letras

Flávio Pereira

26 maio 2010

Poemas: Deixo voar

Deixo voar


deixo que as terras se conheçam
com o meu sonhar
faço com que os amigos não esqueçam
o meu rimar

e até ao fim nunca parei
de entender
que as coisas que hoje sei
não pensava saber

deixo voar pelas montanhas
a minha alma
conhecer todas as façanhas
de cada palma
tentarei até ao céu sempre chegar
se há coisa que não poço é deixar-me levar

é na poesia que encontrei
esta tal alegria pela qual não sei
se os meus braços se quebrassem deixava voar
cada palavra do meu rosto não te iria escapar

sei que não fui nem sou inofensivo
canto para a alma e te deixo o meu cativo
tento com isto um poema criar
sem dar por isso estou a cantar

Poema meu, premiado num livro de uma editora brasileira (antologia poearte. RJ)

19 maio 2010

O ser humano

O homem é tão mau que não sabe o que faz
É tão mau que destrói e não pára nem volta traz
É tão cruel com os nossos amigos animais
Que em vez de os defender matá-os em jogos desleais.

É o homem que polui o que outrora não estava poluído
É o homem que construi em locais onde nada deve ser construído
Somos a raça má da humanidade
Que nos fundou em paz e liberdade

Vejam o que está neste momento a ser extinto
Animais com beleza tão bela
Que ao olharmos para ela
Perguntamos porque teremos nascido.

Destrói altas planícies para formar casas
Destrói altos arvoredos só para se aquecer
Quem vive do lume que pelas casas há
Deveria ser preso e lançado a morrer.

Vejam a cidade como está hoje
toda poluida, macadamizada
Vivemos no mundo do nada
Que mais tarde em nada se tornará.

O homem jorreia o seu sangue pela morte de um leão feroz
O leão sossegado é lançado ao céu sem cruéis nós
Onde está a razão humana
Deixais vós, animais, morrer á Taprobana
Para não serdes mais lembrados por nós?

(poema sobre parte da crueldade humana, escrito por mim após conversa com um amigo)

08 maio 2010

boas noticias

O meu livro já teve comentários esplêndidos, até a maior parte das pessoas que analisou o meu livro de alto a baixo me deu os parabéns. Ainda estou á espera dos comentários de um grande amigo meu mas estou contente.

Agradeço a todos os  que já apreciaram o meu livro e que o tem na mão ou com eles.

Fica aqui um poema que coloquei no livro:

Ser poeta

Ser poeta é ser alto, sonhador,
Alguém que pensa pelas estrelas,
É cantar no seu esplendor
E com muito amor
Olhar para este mundo complexo a rir

Ser poeta é ser romântico, pensativo
Ser critico da sociedade a brincar
Temos todos um pouco de poetas
Só temos que o despertar

Ser poeta é ser solitário
Por vezes substitui-se o amigo pela cabeça
Estamos dentro de outro mundo
Onde a caneta e o caderno é que compensa

Não afastamos todos, apenas os menos importantes
Damos o pensamento ao manifesto
As palavras e expressões saem como o vento
Que por nós sempre passa levemente

É poeta aquele que com o coração pensa
É poeta aquele que dos outros cria um verso
É poeta aquele que rima em verso
E se não rima sabe o cantar

Flávio Pereira, em Poemas Sonhadores, editora Tecto de Nuvens

17 abril 2010

E assim se faz no mundo artístico

O meu livro: Poemas Sonhadores está próximo e já tenho a minha turma um pouco alterada por causa do assunto mas agora o importante é estudar.

deixo aqui um pequeno resumo do que poderão ver no livro.

Poemas Sonhadores, o primeiro livro da minha autoria e que contempla poemas de variados temas da minha vida, 3 dedicatórias a 3 pessoas que mais marcarão a minha vida sendo a terceira uma pessoa colectiva: a minha avó e o meu tio que morreram o ano passado e que esperei um pouco para desabafar o que me prendia.
contem também um questionário sobre crianças indigo, um tipo de crianças tão especial que só mesmo os conhecendo. O questionário tem a aprovação da fundação indigo que está desde algum tempo ligada a apoiar os indigos quer adultos quer crianças.

Dedico este livro aos meus grandes amigos e colegas que tive e tenho e a mais um que está a espantar o mundo da musica.