01 julho 2020

Soneto Ao pequeno condutor

Pequeno, como conduzes sem carta,
 só com o carinho do teu irmão? 
O carro da velocidade se farta
 de tao alta dedicação
Faltam-te alguns anos pra ser adulto
 Mas pela tua alegria , que se foda!
 O teu ar de tumulto 
Ê um bem e que tudo mova

Podendo as regras da estrada perdoar
 E a legislação portuguesa enaltecer
 Has-de depois te lembrar 
Que conduziste  sem poder
E divertes-te grande maninho 
E este poeta aproveita pra te dar carinho


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10 abril 2020

Estou doente (retrato da Sintomatologia)

Dos 36 graus Celsius que normalmente sinto

Existe porém uma alteração

39 graus são o novo labirinto

Que atormenta o meu pulmão

 

Não sei se tossir a tosse é suave

Mas o que me dirão vocês?

Cada vez que a boca se abre

Tusso uma por cada 3

 

Usa máscara, dizem uns

Estás Covidizado

Se a doença fosse o fim da vida

Talvez não a sentisse de tão bom agrado

 

Quarentena diz o mundo que cura

Mas não esta sensação

Esta poesia que em mim predura

Deixa me em risco da respiração

 

Estou á 3 meses  no bem bom

Só tenho visto porém grande asneira

Com o pais a instaurar Estado de Emergência

Vê-se jovens na rua na marmeleira

 

Para o Homem detetar

Faz-se uso das secreções

(Naso-Faringica e bocal)

Procurando-se o invisivel entre os nanomilhoes

Com o PCR procurar

o ADN singular (RNA)

“Depositado” nas infeções

 

Se há cura que não exista

Que se neutralize o ACE2

Não há vírus que resista

Ser deixado á mercê de prostaglandinas e interferões

 

 

Existirá doença mais mole

Com 80% de previsivel recuperação

Que desenvolva o pior do Homem

Em tempo de privação?

 

Na China este Sars foi encontrado

A um morcego e um manifero associado

Não existe até agora vacinação

Resta nos viver e esperar que a Terra exerça para cada mal o seu perdão

E se da poesia morrer

Que seja o Covid19 exaltado

Por ele sobreviver

Os governos estão a demonstrar o seu escondido pecado

Será que também pela ciência este pode ser curado?

 

 



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31 março 2020

Covid19 em poesia

Do nada foste na China Propagado

De morcegos e “covet” ainda desconhecido

Depois de um pouco estudado

Foste á coronaviridae atribuido

 

Em febre e tosse no geral te identificaram

diziam que eras pouco letal

Em 3 meses foste pandemizado

És agora desafio do mundo global

Na Europa economias caem em teu nome

Primeiros Ministros dão o fecho á Grande União

o pessoal está em grande maioria em casa

Para evitar a propagação

 

Por ti demonstam-se os Herois

Que outrora ninguém quer reconhecer

A classe médica dorme em outros sois

Para os pecados humanos combater

 

Fazem-se dos mais velhos mártires

de uma sociedade desiquilibrada

A Comunicação social diária

É dos desastres enfatizada

Se as previsões falassem

a maldade humana teria cura

Dão 2 meses ao invisivel

Ao agente que á espécie evolua

 

Habemus Gripe diria Bolsonaro

“É só uma gripezinha”

Com 697 Milhões de casos no mundo

Se não é a morte global, a evolução se adivinha

 

 

 



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24 fevereiro 2020

If Ganymedes Were Alive

If Ganymedes were alive,

e will befriend every beauty,

  The youngs world provide

Zeus soul salutem.

 

If Ganymedes were alive

We would need a teacher

The souls of youngs world cant hide

So precious and naive

Could travel the world to be listen

 

If Ganymedes were alive

World would be easier

We would have a god to youngs

Someone who could sing songs

To thank for youngs beauty

Ganymedes is far beyond a myth

Every young in itself is part of is spirit



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07 fevereiro 2020

Uma Ode a uma Flor Desconhecida

Tu, Flor, não fiques desconhecida
Tens na Alma amor que te vale pela vida
Deixa as asas voar e mostra quem és
Verás que o mundo não é tão estranho
Que a tua beleza sentimental compensa o empenho
Do ser rejeitado no mundo
Fechado em si
Afastado por ti
No nosso Porto azul e imundo

Quem te lê percebe o bom coração
Que escondes dos outros por violência
Teclas com consciência
De alguém que tem no mundo desgostos que não hão de curar

Sabes flor, fazes rir
Tens o teu ser no sitio certo
Estás triste que quando o coração aberto
Só houve facas que te mostrassem
que por mais amor que tentassem
Tens um corpo secreto

A tua cara não corresponde ás tuas intenções
                                         A tua alma fecha-se de incompreensão
                                          Tens que dar ao mundo o seu perdão
                                           Pois toda a gente quer ser sua Majestade
                                          E fornicar completando o dom da sua hereditariedade

Eu venero-te , miúda
                                                                Porque o essencial é invisível aos olhos
                                                                Porque ser invisível no mundo dos vivos
                                                                Traz por toda a vida incentivos
                                                                Que saberás escolher a quem mostrar quem és

Nada temas , aqueles que agora te insultam
Outrora cairão a teus pés