30 agosto 2010

O choro de um poeta

O poeta sente o ar que o rodeia
Senta cada melodia na noite ao rubro
Voa com suas asas pela plateia
Deixando no ar o seu choro fundo

O poeta escreve, deixa-se ir
Cada verso, cada lágrima
Deixada numa folha á espera
De ser apreciada e adorada

Deixa-se voar cada gota solenemente
Pela folha no dia claro
Cada mágoa ou desamparo
Fica só ali reconheçido

Enquanto o poeta chora o homem normal ri
Deixando entre os dois um clima desamparado
Que numa lágrima registado
O poema vem ter aqui

E se aquele que menos chora rir um pouco
Ver-se-á no dia claro uma luz
Que a poesia levemente seduz
Para que apareça no nosso lado

(dedicado a uma poeta que fala como gente grande, sente como gente grande e cada expressão dela revela amor de gente grande)

25 agosto 2010

Para um amigo pequeno Poeta: Tiago Alexandre Silva

Conhece o desconhecido e sempre o procura

Navega pela palavra que diz em seu poema

Tenta viajar por temas que encontra na sua bravura

Cada frase que mostra revela-se seu dilema



Mostraste me a mim que mesmo pequeno

Consegues espantar meio mundo

Cada poema que escreves é no fundo

Um pedaço de ti submerso no teu ser profundo



Espantas-me rapaz, meu amigo

Mostras aquilo que poucos reconhecem

A idade não é teu perigo

O mundo os teus braços tecem



És corajoso, tens palavras de ninguém

És poderoso, tuas palavras movem-nos bem

Bem vindo ao mundo índigo da poesia

Mostra o que vales e dar-te-ei companhia

Para no mundo que estamos

Haver-mos nós e rios de alegria

17 agosto 2010

Que Pensamento

Que pensamento!




Penso em ti não sei de onde

Penso em algo que te faria corar

Não percebo o meu entusiasmo

Deixaste-me aqui a sonhar



Penso num simples beijo

Numa testa de um pequeno anjo

Não sei se oportunidade eu arranjo

Para te fazer rir e feliz



Tenho medo de o fazer

Temo a tua reacção

Sei que sou melhor do que mostro ser

Mas em ti pensou este meu coração



Porque haveria de pensar em ti

Que poderás não querer nada comigo

E dar-te um pequeno e humilde incentivo

Para veres o meu respeito por ti



Faz com que eu não me esqueça

Do pensamento que me deste

E que ao olhar para ti o realize

Por ti que á minha lembrança vieste

02 julho 2010

Poema: Portugal dos pequeninos

Após a morte de Saramago
Entramos no mundo dos meninos
Não há heróis grandes ou escritores que se propaguem
É o portugal dos pequeninos

Grandes obras são porém lenbradas
De escritores que outrora já viveram
Pessoas porém são marcadas
Com os amigos grandes que sempre tiveram

Morre Saramago Portugal apodrece
De tanto escritor á espera de ser estrelado
A cultura literária é deixada ao agrado
Daquele cujas obras já se foram

É preciso melhorar a literatura
Elevar os pequenos á bravura
Daqueles heróis e escritores que por nós lutaram
Para grandes obras portuguesas nas mãos levaram

Temo que não haja quem
Poderoso ou zé ninguém
Que evolua este pais de modo nunca esqueçido
Que deixe de ser pequeno, constrangido
Para mostrar-se como alguém
Que saiba fazer o bem
A este Portugal adormecido

Portugal, não tardaremos
A lançar para ti os remos
De evolução que na mente temos
Para levarmos esta pátria aos poderes como sempre ti tivémos

Portugal dos Pequeninos
Cheio de escritores citadinos
Capazes de com um só olhar
Levantar a cultura dos meninos


- Este poema foi feito seguindo uma ideia minha de que estamos no Portugal dos Pequeninos a nível literário desde a morte do José Saramago, isto porque na literatura portuguesa temos falta de heróis como antigamente, apenas há pequenos heróis nas suas profissões.
Isto também porque se repararem bem temos pequenos escritores que não conseguem ascender culturalmente como Saramago e outros, o que deixa o nosso pais um pouco fraco em "estrelas" das letras

Flávio Pereira